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8 dicas para escrever um livro-reportagem

Para se escrever um livro-reportagem não é necessário ter vários anos de experiência em jornalismo. Portanto, não perca tempo e comece a escrever o seu.

Livro reportagem
Foto: Pixabay.

Em sua obra “Livro-reportagem”, da Editora Contexto, o jornalista Eduardo Belo dá várias dicas para quem deseja escrever o seu próprio livro-reportagem. Dentre essas técnicas selecionei oito que dizem respeito a estrutura textual. Tenho certeza de que essas dicas lhe ajudarão a produzir o seu primeiro livro, assim como estão me ajudando.

1 – Reconstituição minuciosa dos fatos

Aqui você deve procurar as respostas para as famosas perguntas do lead (quem, quando, onde, como, por que, o que). Com esses dados em seu poder, você, além de passar credibilidade para o leitor, poderá recriar o cenário no qual se desenvolveram os fatos que serão narrados no livro.



2 – Descrição cena a cena

Procure contar para o seu leitor como foi a evolução dos fatos ao longo do tempo. Como a trama foi se desenvolvendo desde o seu início até chegar ao ápice.

3 – Reconstituição de ambientes e épocas

Para que se entenda melhor a história que está sendo narrada, é bom, e na maior parte das vezes necessário, contextualizar o leitor sobre o momento histórico no qual o fato está ocorrendo. (Por exemplo: Ditadura; Época da Escravidão; etc).



4 – Evitar a menção constante de fontes

É importante contar a história de maneira fluída, sem ficar parando para citar a fonte de cada nova informação dada. Deve-se usar o bom senso e fazer uso da citação literal ao longo do texto somente quando necessário.

5 – Reproduzir diálogos com o máximo de exatidão

Isso torna o texto mais vivo, dá uma riqueza especial e deixa a história mais humana. Pode-se e deve-se usar essa prática sem abuso e desde que não se quebre a linha narrativa.



6 – Evitar passagens abruptas de um assunto para outro

O ideal é sempre fazer ligações entre um parágrafo e outro, e inclusive entre um capítulo e o próximo. É importante ter isso em vista quando se monta a estrutura do livro, o índice. Deve-se manter uma linha lógica.

7 – Delimitar fenômenos no tempo e no espaço

Expressões como “ainda hoje”, “no ano passado”, etc, quando empregadas em um livro podem confundir o leitor, apesar de fazer sentido em um jornal ou revista. Portanto tenha cuidado ao utilizar os tempos verbais.



8 – Traduzir o tema e analisá-lo com base no maior número de informações disponível

Independente do assunto que será tratado no livro, o autor tem a obrigação de proporcionar um entendimento cristalino e profundo das questões analisadas, afinal o leitor não quer ler uma bula de remédio, da qual na maior parte das vezes sai sem entender absolutamente nada. O livro serve não só para narrar um fato, mas para contextualizá-lo e explicar as suas consequências. A explicação deve ser clara o suficiente para que um leitor leigo possa compreender sem muito esforço.



Essas são apenas algumas dicas, mas aos poucos você poderá ir montando a sua própria estrutura textual e dar o seu toque pessoal ao livro. É claro que dependendo do estilo da obra, algumas dessas dicas caem por terra. Mas as regras nem sempre são feitas para serem seguidas. Ouse quebrá-las e crie o seu próprio estilo.

Uma coisa interessante que Eduardo Belo diz, e que com certeza incentivará os focas, é que para se escrever um livro-reportagem não é necessário ter vários anos de experiência em jornalismo. Portanto, não perca tempo e comece a escrever o seu.

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Emílio Coutinho
O jornalista e professor Emílio Coutinho criou a Casa dos Focas com o objetivo de ser um espaço para debate e divulgação de novidades no jornalismo.
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