“O bom jornalista é um contador de boas histórias”, ensina Aldo Antonio Schmitz

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Jornalista formado em Administração com mestrado em Jornalismo e doutorado em Sociologia Política (UFSC), Aldo Antonio Schmitz trabalhou por 5 anos como repórter e possui experiência de 20 anos na gestão da comunicação empresarial e pública (WEG, Karsten, Bunge, Hering, Haco Etiquetas, Unimed, Senac e Prefeitura de Jaraguá do Sul).

Com pós-graduação em Gestão da Comunicação Empresarial e especialização em Educação a Distância, foi sócio da agência de comunicação EDM Logos (a maior da região Sul) e atualmente trabalha como professor em cursos de curta duração pela internet e em programas de pós-graduação pelo ISCOM (Instituto de Superior de Comunicação).

Além desse amplo currículo, Aldo é o autor dos livros Fontes de Notícias e Agência de Comunicação. Em entrevista à Casa dos Focas ele conta sobre sua experiência na comunicação.

Casa dos Focas – Como surgiu a vontade de ser jornalista?
Aldo –
Sempre gostei de contar histórias e o bom jornalista é um contador de boas histórias. Desde criança escrevia muito, inclusive poesia e a ida para o jornalismo foi muito natural, embora meu sonho fosse ser arquiteto, talvez por isso migrei para a gestão da comunicação para “arquitetar” estratégias de relações das organizações com seus públicos e como professor faço uma ponte destas duas competências. 

CF – Tem maior preferência por ser repórter, gestor de comunicação ou professor?
Aldo –
Cada ocupação tem suas peculiaridades. Quando atuei como repórter eu preferi ser jornalista. Na comunicação das organizações preferi ser um gestor de comunicação por excelência e agora na docência prefiro ser professor. A cada tempo as preferências mudam, mas o importante é amar, ter tesão por aquilo que se faz. 

CF – De que modo você avalia o jornalismo e o marketing? As duas áreas podem ser aplicadas simultaneamente sem que se prejudique os objetivos de cada uma?
Aldo –
O jornalismo não pode ser subserviente ao marketing, que tem o foco no mercado e no cliente. O jornalismo é complexo, vai além, tem uma visão ampla. Um não elimina o outro, na comunicação das organizações se complementam.

CF – Conte-nos como foi o processo e o tempo para idealização, elaboração e publicação do livro Fontes de Notícias.
Aldo –
No mestrado em jornalismo desenvolvi uma ampla pesquisa sobre as fontes de notícias, para verificar as suas ações e estratégias e percebi que o jornalismo está a serviço das fontes, que pautam a mídia, afinal sem fonte não tem notícia nem noticiário, como diria Manuel Carlos Chaparro. Mas as fontes também criam e mantém as suas próprias mídias e ampliam as fronteiras do jornalismo. Este é o meu tema de pesquisa no doutorado em Sociologia Política: estudar a identidade profissional do jornalista brasileiro nas mídias das fontes.

CF – Que recado você deixa para os Focas?

Aldo – As novas mídias digitais trouxeram novos desafios para o jornalismo, oportunidades para buscar novos formatos e linguagens, mas o jornalismo continua sendo jornalismo, independente da plataforma.

Por Andreza Galiego.

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Andreza Galiego é jornalista recém-formada à procura do emprego dos sonhos e de uma pós-graduação. Aos 20 e poucos anos, ainda vê a profissão como um meio de mudar o mundo, o próprio e o dos outros. Tem mania de discordar e gosta de pessoas estranhas. Estuda todo tipo de assunto que consegue no período em que está acordada, mas na maioria das vezes faz tudo dormindo mesmo. Escreve também no blog Jornalista sem Pauta. No dia 2 de março de 2013 achou incrível o convite para escrever no Casa das Focas. Agora, um ano depois, não vê a hora de parar. Brincadeira. Está cada vez mais agradecida por fazer parte desse espaço incrível e contribuir para o “descobrimento do jornalismo”.

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