InícioDebate FocaBombardeio em massa à vista!

Bombardeio em massa à vista!

mass media

“O jornalismo é popular, mas é popular principalmente como ficção. A vida é um mundo, e a vida vista nos jornais é outro”. Essa é uma das frases de Gilbert Chesterton, jornalista britânico que desencadeou para nós essa pequena discussão: até que ponto o sensacionalismo é válido para a mídia explorar certos fatos?

Como todos sabem, estamos em volta de um emaranhado sem fim de atrocidades noticiadas como se fossem bombas nucleares a ponto de explodirem em nossos aparelhos televisivos ou mesmo em nossos rádios e computadores. O que eu quero dizer é que hoje o conceito “sensacional” deixou de ser algo do gênero impressionante ou inusitado, passando a ser a catarse de um fato, que sofre modificações em prol do veículo ou público o qual ele deseja atingir.

A grande “sacada” das emissoras de maior porte é trabalhar esse conteúdo explorando momentos sofríveis, angustiosos ou dramáticos. Ou seja, trocando o conceitual e prático pelo desprezível e complexo. Infelizmente, eis a dura realidade do mercado.

Mas nem sempre a procura pelo sensacionalismo é perceptiva entre a maioria da população. As classes minoritárias C e D estão em ascensão e fazem parte do que hoje chamados de “mass media”, que remete-se à Cultura de Massa, que nos leva a dizer que é tudo aquilo que a grande maioria das pessoas, ou seja, a “massa” em si, deseja assistir após chegar em casa depois de um longo e árduo dia de trabalho; da tão suada faculdade que nos coloca mais de mil trabalhos para serem entregues já no fim da semana, sabendo que você ainda está no começo dela; ou até para aqueles que voltaram para seus lares depois de quase três horas seguidas de trânsito regado aos “batidões” do funk dos carros atrás e dos cânticos do ronco dos motores, brindados aos sons de notórias palavras de baixo calão.

A verdade é que, a todo o momento, a todo o segundo, estamos sujeitos aos bombardeios massivos da mídia. Ela, que não mede esforços para obter o que tanto necessita: a audiência, ou mais do que isso, a notoriedade e seu nome falado na boca de todos, bem ou mal, não importa.

Apesar disso, ainda existem aqueles que conservam em si o carinho e o gosto pelo jornalismo mostrado com ética e respeito, longe das fanfarronices provocadas pelos veículos que ainda não possuem fama no mercado e que buscam mais entreter usando o lado cômico do que apenas a obrigação de informar.

Agora, fica essa pergunta para você: após seus quatro anos de jornalismo e das lutas sofríveis contra o tempo para entregar seus trabalhos acadêmicos, o que você espera fazer quando formado?

Por Leandro Massoni.

Perfil de Leandro Massoni

Leandro Massoni

Leandro Massoni é graduado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Paulista – Unip, desde 2012. Sua primeira experiência na área foi como estagiário de produção da Revista Eletrônica Domingo Espetacular, da Rede Record. Atualmente, é jornalista e repórter da Gaudium Press, agência de notícias católicas, e estuda locução pela Radioficina.

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