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Casa dos Focas entrevista Epitácio Pessoa, fotojornalista do Jornal “O Estado de São Paulo”

Epitácio Pessoa, Fotojornalista do Estado de São Paulo

CF: Conte-nos um pouco sobre sua carreira na imprensa. Você sempre foi fotojornalista?

Epitácio Pessoa: Comecei minha carreira no jornal “Diário de Sorocaba”onde pude, graças à família De Luca, aprender a arte da fotografia, desde o processo de tirar uma foto, como todo o processo de se editar, revelar e ampliar a mesma. Com isso pude crescer na carreira. Errei mais do que acertei, mas isso foi importante.

Depois desse trabalho tive a grata felicidade de conhecer o fotógrafo Reginaldo Manente, que me apresentou ao jornal “O Estado de São Paulo”, onde estou há 24 anos. Lembrando que ainda no “Diário de Sorocaba” tive três grandes mestres: Luiz de Paula, Maurício de Luca e Luiz Rodolfo Cortez.


CF: O que lhe motivou a escolher o fotojornalismo como profissão? Houve algum incentivo da família?

Epitácio Pessoa: Na minha família não tem nenhum fotógrafo. Desde cedo já comecei a brincar com câmeras feitas em caixas com vela, nas quais eu brincava com sombras.

Depois virei o fotógrafo oficial da família e a partir dos meus 17 anos comecei a tirar fotos de tudo o que via. Após um breve período, aquele que me emprestou a primeira câmera – o fotógrafo da polícia técnica, Miltinho – levou-me até o “Diário de Sorocaba” onde fui apresentado a Fernando De Luca, responsável pela administração do jornal.

CF: Quais são os riscos que um fotojornalista corre durante o exercício de sua profissão?

Epitácio Pessoa: Os riscos são muitos. Ninguém gosta de ser fotografado, principalmente se for em uma situação de constrangimento. Exemplo: um flagrante de roubo, um político do colarinho branco, um ladrão sendo preso pela polícia, enfim, uma série de situações. Lembro aqui do amigo La Costa, repórter fotográfico que foi morto com um tiro no peito porque bandidos o confundiram com um fotógrafo que possivelmente havia fotografado os mesmos. Foi muito triste e o fato abalou a classe fotográfica em São Paulo. Nossa carreira é muito perigosa, as pessoas se iludem muito achando que é só glamour. Tem o lado bom, mas, é muito perigoso.

CF: Como foi receber o prêmio Esso?

Epitácio Pessoa: Foi muito gratificante ser reconhecido em 2011 com uma grande foto, mas o melhor foi ter corroborado em salvar uma vida que estava prestes a ser tirada da face da Terra. Fiquei muito feliz e agradecido a Deus.

Conjunto de fotos que renderam o Prêmio Esso de 2011 ao Fotojornalista Epitácio Pessoa.
Conjunto de fotos que renderam o Prêmio Esso de 2011 ao Fotojornalista Epitácio Pessoa.


CF: Que conselho você daria para os que estão dando os primeiros passos na área do jornalismo?

Epitácio Pessoa: Primeiro, leiam muito e se informem “pacas”. Segundo, sejam honestos e fiéis à profissão, sigam seus instintos, mas ajam sempre com dignidade, respeitando o entrevistado e tomando muito cuidado ao publicar uma notícia.

Leia também: Entrevista com o fotojornalista Wilton Junior – Vencedor do Prêmio Esso de Fotografia 2012.

Por Emílio Portugal Coutinho.

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Emílio Coutinho
O jornalista e professor Emílio Coutinho criou a Casa dos Focas com o objetivo de ser um espaço para debate e divulgação de novidades no jornalismo.
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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns ao veiculo, Casados Focas pela oportunidade aos grandes profissionais da área da fotografia. E também parabéns ao Epitácio Pessoa profissional da área de fotojornalismo e companheiro de muitos clicks. Sucesso a ambos!! Muito boa entrevista e sinceridade explicitas nas resposta do profissional!! Gostei muito!Sensacional!!

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