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Eliane Brum e Leonardo Sakamoto falam sobre tecnologia, redes sociais e Fake News

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Nesta quarta-feira, 22 de agosto, os jornalistas Leonardo Sakamoto e Eliane Brum participaram de um bate papo no Sesc Paulista, sobre o seguinte tema: “Juventude, Mídias, Jornalismo e Formação”.

Eliane Brum e Leonardo Sakamoto. (Foto Gean Carlo Seno – Sesc Paulista)

A conversa foi iniciada por Eliane Brum que, fazendo uma defesa ao jornalismo, sobretudo na figura da reportagem, enfatizou que não há nenhuma narrativa que faz o que o jornalismo faz. A jornalista disse que estamos precisando muito de jornalismo feito com seriedade, ética e com responsabilidade. “Eu vejo o jornalismo como um documento. O que a gente produz é documento sobre o hoje, documento sobre a história em movimento, e o que contamos vai influenciar a interpretação desse momento do presente daqui a muitos anos, e influencia o próprio presente. Então o que a gente faz é de enorme responsabilidade”, ressaltou.

Sobre as mídias sociais, Eliane advertiu que não dá para comparar um texto jornalístico como uma simples postagem nas redes sociais. “Sempre que o jornalismo se parece com um post de Facebook, ele desce mais um degrau com irrelevância. Então justamente esse é o momento em que a gente mais precisa de reportagem”, disse. Segundo ela, a reportagem é um ponto de partida, depois vem uma investigação que é extremamente rigorosa.

A respeito das Fake News, Brum frisou a importância do escutar e do se mover pelas dúvidas. Ela finalizou seu discurso com a seguinte afirmação: “ser jornalista é ser palavra que age”.

Em seguida a palavra foi passada ao jornalista Leonardo Sakamoto que complementou sobre a questão das notícias falsas, enfatizando que sempre houve boatos, desde a Grécia Antiga e a Roma Antiga, com registro nos jornais dos séculos XVIII e XIX, onde já havia boatos circulando para vender jornal. Segundo ele, a mídia tradicional e a mídia alternativa tem muita informação que é fidedigna e que não é. “A grande diferença é que as redes sociais e a internet trouxeram possibilidades dessa informação correr em tempo real, atingindo milhões de pessoas sem mediações de indivíduos e instituições”, reforçou.

Sakamoto disse ainda que a responsabilidade dos comunicadores em geral, sejam eles profissionais ou aqueles que se atentam para a comunicação, e também os que se preocupam com a efetivação dos Direitos Humanos, é expressar o máximo de informação fidedigna possível. “Vale deixar claro que Direitos humanos não se resume em direito de população encarcerada, remete muito além disso”, enfatizou.

No final do bate papo, Sakamoto abordou a questão do jornalismo e a tecnologia: “Essa é uma profissão muito legal, mas é uma profissão que a tecnologia arrancou para fora das redações e jogou ela na rua. Ela pode ser abraçada por todo mundo, basta querer”.

Por Jefferson Rodrigues

Perfil do Autor

Jefferson Rodrigues, 21, é estudante do último ano de jornalismo na Faculdade Rio Branco e coautor do livro Mestres da Reportagem III.

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