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Evento discute relação do Ministério Público Federal com a imprensa

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A Procuradoria Regional da República da 3ª Região promoveu, no último dia 13 de agosto, um workshop sobre o “Ministério Público Federal e a mídia em São Paulo”. Entre os temas tratados na ocasião estão as novas políticas de comunicação no Ministério Público Federal e a relação dos jornalistas com o poder Judiciário.

Na segunda mesa da série de debates, o evento contou com André Guilherme (Jovem Pan), Fausto Macedo (Estadão), Leonardo Sakamoto (Repórter Brasil), Marcio Chaer (Conjur) e Sandro Barboza (Band). O debate teve a mediação de Ângelo Augusto Costa (procurador da República).

Acesso à informação

Segundo Macedo, para obter acesso às informações, os jornalistas devem entender as limitações dos procuradores, mas que os profissionais da imprensa podem “obter informações seguindo um caminho da persistência, da humildade”. Ele ressaltou que a função do repórter é relatar os fatos e cabe aos investigadores averiguar os casos, destacando que a assessoria de comunicação do MPF tem sido uma aliada da imprensa.

Complementando o colega, Guilherme disse que as relações entre ambos são tranquilas e, apesar de discussões de casos que podem ou não ser divulgados, cabe ao jornalista saber no que podem ser prejudicados. Ao ouvir o repórter da Jovem Pan, Augusto Costa garantiu que os procuradores aprenderam com o tempo a se relacionarem com a mídia e que o maior desafio do MPF é tornar-se conhecido para o público. “Um jornalismo especializado é fundamental. No começo havia muito ‘juridiquês’”, comentou o procurador.

Mais espaços para diálogo

Para Barboza, no entanto, houve retrocesso nas políticas de comunicação entre MPF e imprensa. O jornalista da Band argumentou que é preciso haver mais espaços para diálogo – principalmente por parte dos integrantes novatos do Ministério Público Federal. “Parece que os novos procuradores e promotores têm receio de agir mais. Precisamos conversar, para que não saiam informações erradas”.

Sakamoto avaliou que em alguns casos a imprensa comete abusos que também devem ser fiscalizados. “O MPF tem um papel de monitorar a imprensa para a população”. O jornalista do Repórter Brasil disse que apesar da crise que afeta a mídia, há o surgimento de órgãos de comunicação que estão em parceria com o MPF e pautam os chamados grandes e tradicionais veículos.

Por Kelly Mantovani.

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Perfil de Kelly Mantovani

Kelly Mantovani
Pisciana, paulistana da gema e amante de bons livros. Estudante do terceiro semestre de Jornalismo na FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), atua como estagiária em Assessoria de Imprensa na Prefeitura de São Paulo e contribui com muito orgulho sugerindo pautas para a Casa dos Focas.

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