Existe imparcialidade no jornalismo?

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Imparcialidade

Desde a sua origem a mídia sempre influenciou a sociedade, formando opinião, gerando conceitos e inclusive, alterando as atitudes e o comportamento das pessoas. Pesquisas apontam que a televisão é o meio mais utilizado pela população brasileira para se informar, seguido pelo rádio, internet, jornal e revista.

Entretanto, os hegemônicos veículos de comunicação (Globo, Folha, Estadão, etc), estão nas mãos de poucas famílias que controlam a informação no país. Impossível não citar a Rede Globo que ajudou a unificar o gosto do brasileiro, se tornando um monopólio e uma propriedade cruzada que controla diversas mídias (Rádio, TV, jornal, revista, internet).

Sem sombra de dúvidas, um dos telejornais mais assistidos, o Jornal Nacional, possui um dos apresentadores mais confiáveis segundo a opinião pública, William Bonner. Porém, o âncora do JN, em uma propaganda comemorativa aos 50 anos da Rede Globo, pronunciou uma palavra que beira a utopia no jornalismo, prometendo aos telespectadores algo que está muito longe de oferecer: imparcialidade.

É claro que alcançar a imparcialidade plenamente é impossível, mas isso não deve servir como justificativa para que ela não seja buscada. Pois, é papel do jornalista almejá-la, dando voz para todos os lados, com diferentes ângulos, seja com opiniões de especialistas, índices, dados estatísticos e personagens envolvidos, para que possamos entender e saber explicar o assunto com propriedade. Além disso, não podemos nos esquecer de que, quando as notícias são repassadas para o público, elas acabam sofrendo diversos tipos de mudança, seja pela vivência dos repórteres ou pela influência do ambiente no qual estamos inseridos.

Nas revistas semanais, percebemos facilmente uma contaminação de gênero opinativo em espaços que deveriam ser apenas destinados a informação, ação que chamamos de “editorialização”. Ou seja, são espaços que deveriam ser exclusivamente informativos, porém acabam sendo opinativos. Verifica-se nas entrelinhas o excesso de adjetivos encobertos de opinião disfarçadamente, ou nem tão disfarçados, comprovando assim que não há a dita imparcialidade, até em espaços destinados a informação, e que ela está longe de ser obtida por completo. Quem se diz neutro, está mentindo.

Muitas vezes, sem ética, o veículo apresenta uma visão favorável a um partido e/ou ideologia, por causa de inúmeros interesses, sejam eles econômicos ou políticos. São ações essas que denominamos de partidarismo político. Contudo, os órgãos de imprensa negam e afirmam que são imparciais. O que é evidentemente uma mentira. Comportamento compreensível, afinal, há interesses. Mas isso acaba, por vezes, afetando diretamente os jornalistas.

Sendo uma grande ameaça à liberdade dos comunicadores, que são obrigados a compartilhar dos interesses e transmitirem a informação conforme a linha editorial do veículo, mesmo sem concordar com ela, é dever do profissional da imprensa zelar por sua liberdade e credibilidade diante da imprensa e do público leitor de suas matérias.

Por Lucas Mendes

Perfil do autor

Lucas Mendes

Lucas Mendes é estudante de jornalismo nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM FAAM). Tem apenas 18 anos, está no 2° Semestre do curso, por enquanto não atua na área. Entretanto, almeja atuar em telejornais, como âncora.

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