Fontes: a base de um bom jornalismo

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(Foto: Pixabay)
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É inegável que quem faz a notícia é o jornalista. Ele é o agente do novo e o canal de disseminação dos acontecimentos, porém, para que a produção da notícia seja realizada com sucesso o jornalista precisa de uma fonte, de alguém que lhe conte todas as coisas da maneira que aconteceram e que seja de confiança.

Com base nas revelações da fonte o profissional da notícia redige sua matéria. Como já dizia Nilson Lage em “A reportagem” “Muitas notícias jamais seriam conhecidas, ou demorariam muito a ser, não fosse a iniciativa das fontes em divulgá-las”. Por esse motivo, o profissional que sempre está por dentro de tudo também é aquele que mantêm um gama de contatos. É aquele que sabe para quem ligar quando acontece um aumento na inflação, quando a prefeitura da cidade apresenta um projeto de lei. O jornalista executa e dissemina, as fontes fundamentam um assunto.

Por este motivo, o jornalista deve tomar os cuidados necessários para que o resultado seja claro, verídico e sem abertura para duplas compreensões. O relacionamento jornalista x fonte deve ser imparcial, o profissional não pode deixar que a aproximação se transforme em uma amizade que possa comprometer a veracidade de uma notícia posteriormente. Nem distante e nem ao lado… por perto. O jornalismo quando bem feito não conta fatos, conta as versões do mesmo. Ouve todos os envolvidos e oferece espaço para que cada um retrate seu ponto de vista, explicação ou defesa sobre alguma história. Entretanto, isso não significa que tudo o que é dito é publicado, existem regras a serem seguidas e apurações envolta das fontes escolhidas.

De acordo com Nilson Lage, existem três possíveis naturezas de uma fonte. A oficial, oficiosa e independente. A oficial pode ser um documento ou uma pessoa que carrega a responsabilidade de falar em nome de uma instituição. Fontes oficiosas são aquelas que ao contrário da oficial, não podem falar por ninguém, passam informações sigilosas e às vezes essenciais para a construção de uma matéria. Por esse motivo, na maior parte das vezes não tem suas origens reveladas. A terceira natureza são as fontes independentes, essas, não possuem nenhum interesse pessoal aparente que possa vir a influenciar na imparcialidade dos relatos.

Dentro destas naturezas encontramos subdivisões, fontes primárias, secundárias, testemunhas e especialistas. Primárias são aquelas essenciais, sem elas não tem como contar o acontecimento. Já as secundárias, contextualizam, humanizam e complementam a informação central (Exemplo: em uma matéria sobre o aumento de juros, fontes secundárias são consultadas para relatar as consequências em curto e/ou longo prazo da alteração). Temos as testemunhas que compartilham experiências que presenciaram e as especialistas que dominam algum assunto e tem propriedade para discorrer sobre ele.

Outro fato importante e que não pode ser deixado de lado, é a questão da credibilidade, tanto de quem escreve a notícia quanto do veículo que irá publicá-la. Mas o que isso tem em comum com as fontes? Tudo. Como dito anteriormente, se no momento da apuração as fontes consultadas forem de caráter duvidoso e até mesmo doloso, isso, interfere diretamente na imagem do veículo/jornalista em relação ao seu público.

O compromisso do jornalismo é respeitar a ética e prezar pela verdade, sem partidos, sem meias interpretações, a ausência disso gera manchas na qualidade do serviço prestado, e de acordo com Lage, a credibilidade se torna um produto caro e difícil de recuperar.

Por Sandra Prata

Perfil da Autora

Sandra Prata

Estudante de jornalismo na Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente (Facopp) aspirante à escritora, apaixonada por boas histórias e jornalismo humanizado.

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