InícioFocas entrevistamKlester Cavalcanti fala sobre o seu livro “Dias de inferno na Síria”

Klester Cavalcanti fala sobre o seu livro “Dias de inferno na Síria”

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Jornalista Klester Cavalcanti durante a palestra. Foto: Letícia Mota.
Jornalista Klester Cavalcanti durante a palestra. Foto: Letícia Mota.

No dia 19 de março, quarta-feira, a Livraria da Vila localizada no bairro Vila Madalena, em São Paulo, recebeu o jornalista e escritor Klester Cavalcanti em uma palestra envolvente sobre o seu último livro lançado pela Editora Benvirá, intitulado “Dias de Inferno na Síria”.

A palestra teve início às 19h30 e contou com a participação de estudantes de jornalismo, amigos do palestrante, além de pessoas que conheceram de perto os passos do jornalista, o que era o caso de dois sírios que integravam a plateia.

Logo de início, Klester confessou o interesse que sempre teve pelo mundo árabe, e mesmo sendo cristão, ressaltou o respeito que tem com outras religiões e crenças.

A guerra na Síria teve início no começo do ano de 2011. Nesta época, Klester trabalhava no Estadão e assim que a guerra civil completou um ano em março de 2012, o jornalista decidiu ir até a Síria para ver de perto e depois relatar os fatos que aconteciam. A decisão por ele tomada não era do conhecimento de praticamente ninguém.

Livro "Dias de Inferno na Síria". Foto: Letícia Mota.
Livro “Dias de Inferno na Síria”. Foto: Letícia Mota.

Através de meios adequados, Klester obteve o equipamento que precisava e a documentação necessária e legalizada para entrar no país com o visto de jornalista. O destino previsto foi a cidade de Beirute. O jornalista tinha um contato esperando-o em Homs.

Mas nem tudo são flores. No meio do caos, o brasileiro foi capturado, torturado e preso durante seis dias, dividindo uma cela com outros 20 detentos. Em meio a angústia, o jornalista escreveu sobre as suas sensações, seus medos e suas amizades que aos poucos ia construindo naquele universo totalmente surreal.

Por várias vezes, Klester previa a sua morte, e lamentava por não poder relatar o que acontecia nos lugares onde os tiros, as bombas e as desavenças eram superiores.

Mas não foram somente histórias tristes que o escritor vivenciou na Síria, ele construiu amizades até mesmo dentro da prisão. Ouviu relatos de quem já tinha perdido as esperanças no meio dos conflitos.

Klester Cavalcanti com a autora desta matéria.
Klester Cavalcanti ao lado da foca Ellen Visitário (autora desta matéria) e da Letícia Mota.

Tudo isso foi dito por Klester durante a palestra. Os ouvintes tiveram a oportunidade de participar perguntando a ele sobre estas experiências que vivenciou. Em uma das perguntas onde questionava sobre a reação de sua família com a sua ida à Síria, o jornalista contou que seus pais não aceitaram a princípio, porém, respeitaram a decisão do filho, que sempre teve gana e vontade de descobrir e cutucar o que mais inquietava.

Durante o evento, notava-se o quão todos se sentiam no lugar de Klester Cavalcanti, e como aqueles fatos representavam para muitos a diferença entre pessoas que conviviam com outras realidades.

Após a palestra, Klester atendeu um por um agradecendo a paciência e a presença de todos que, por uma noite, puderam ouvir as verdades de um jornalista que foi em busca da trajetória daqueles que ainda vivem dias de inferno na Síria.

Por Ellen Visitário.

Perfil de Ellen Visitário

Ellen Visitário

Estuda Jornalismo no Centro Universitário FIAM FAAM, é colunista da estação de rádio Zona Livre, modera o Blog Rock 80 Brasil. É realista, comunicativa e dona de um coração à moda antiga. Contato: [email protected]

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