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“O Brasil tem um milhão de histórias que merecem ser contadas”, destaca o jornalista Moacir Assunção

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Segundo Moacir Assunção, o jornalista faz o rascunho da história e o historiador faz o rascunho do presente. Foto: Amanda Rebouças
Segundo Moacir Assunção, o jornalista faz o rascunho da história e o historiador faz o rascunho do presente. Foto: Amanda Rebouças

Durante a Semana de Comunicação da Faculdade do Povo – FAPSP, os alunos de jornalismo foram contemplados com uma palestra sobre “Jornalismo e Conflitos Históricos”, proferida pelo professor universitário, escritor e jornalista Moacir Assunção.

Pernambucano de Araripina, Moacir é pesquisador do tema “cangaço”. Ele escreveu um livro que revela a história de Lampião a partir da ótica dos seus inimigos. “A ideia de fazer um livro sobre os inimigos de Lampião surgiu da observação e apuração. Ao realizar entrevistas para a obra, notei que já havia muitas biografias sobre este personagem e quis fazer algo diferente”.

O jornalista falou sobre as conexões que existem entre a História e o Jornalismo, desde a Idade Antiga, e ressaltou a importância da pesquisa e da apuração profunda, para os jornalistas que desejam trabalhar com fatos históricos, em especial com conflitos. Moacir é autor de diversos livros que exploram acontecimentos e figuras históricas, como “Luiz Carlos Prestes – Um Revolucionário Brasileiro” e “Os Homens Que Mataram o Facínora – A História dos Grandes Inimigos de Lampião”.

Para Moacir, essa é uma área interessante para ser explorada pelos jornalistas. “O Brasil tem um milhão de histórias que merecem ser contadas. Faltam pessoas dispostas a fazê-lo. Quem sabe um de vocês não se dedique a pesquisar uma dessas belas histórias?”, disse aos alunos.

Moacir, que já teve passagem por grandes veículos como Estado de S.Paulo e Diário Popular, destacou que o jornalista faz o rascunho da história e o historiador faz o rascunho do presente.

Na sua opinião, o jornalista que escreve livros-reportagem de cunho histórico possui um diferencial. “Ele fica em um outro patamar. O livro te permite aprofundamento e te dá destaque. Como escritor estive em lugares que só o jornalismo não me permitiria”.

Ele convidou os alunos a se aventurarem a produzir seus próprios livros. Segundo Moacir, um bom livro-reportagem histórico conta com boas fontes, boa fundamentação teórica, bom texto e bastidores que os meios tradicionais não conseguem dar ao fato.

Por Amanda Rebouças

Perfil da Autora

Amanda Rebouças, 19, estudante de jornalismo do 3º semestre da FAPSP (Faculdade do Povo), já deu aula de francês, é repórter do futuro e atualmente é estagiária voluntária da faculdade na Agência de notícias.

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