Público quer notícias imparciais e objetivas, assegura Instituto Reuters

“Em geral as pessoas apoiam fortemente o ideal de notícias imparciais. As pessoas querem o direito de decidir por si mesmas”, destacou o pesquisador Craig T. Robertson.

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Foto: Pixabay

O Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, um centro de pesquisa da Universidade de Oxford que acompanha as tendências da mídia, divulgou o seu relatório anual. Nele, são apresentados interessantes dados sobre o consumo de notícias no mundo, durante esse período de pandemia de Covid-19.

Confiança nas notícias cresceu

Segundo o documento, a confiança nas notícias cresceu sobretudo na Europa Ocidental, o que auxiliou o trabalho de jornalistas com boa reputação. Apesar disso, em países como os Estados Unidos, ainda há uma certa desconfiança por conta da polarização política. Após a derrota de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020, pessoas com visão política inclinada à direita sentiram que a mídia os retratou de forma injusta.

“Embora o jornalismo imparcial ou objetivo seja cada vez mais questionado por alguns, em geral as pessoas apoiam fortemente o ideal de notícias imparciais. As pessoas querem o direito de decidir por si mesmas”, destacou o pesquisador Craig T. Robertson.

Busca por notícias imparciais e objetivas

De acordo com Rasmus Nielsen, diretor do Instituto Reuters, “passamos por um período muito sombrio e grande parte do público reconhece que as organizações de notícias muitas vezes são responsáveis pela luz nessa escuridão. Tem havido uma maior valorização das notícias confiáveis ​​em geral”.

O público em geral busca por notícias imparciais e objetivas, acreditando que o jornalismo deve apresentar diversos pontos de vista e tentar ser neutro. “Está muito claro em nossa pesquisa, país por país, faixa etária por faixa etária, que a grande maioria deseja que o jornalismo tente ser neutro”, afirmou Nielsen.

Disseminação de Fake News

Ainda de acordo com o relatório, houve um aumento no número de pessoas que acessam notícias através de seus smartphones. Os 69% registrados em 2020, subiu para 73%, sendo que muitos utilizam as mídias sociais ou aplicativos de mensagens para consumir ou discutir notícias.

A difusão de informações falsas, também chamadas de Fake News, é vista principalmente no Facebook, apesar de outros aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, também desempenharem um importante papel nessa disseminação.

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