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Qual é o país mais nocivo para jornalistas?

A paz definitiva está longe de estar assegurada e as garantias de liberdade de imprensa e proteção de jornalistas dos últimos 18 anos estão agora ameaçadas.

Foto: Redrecords/Pexels.

Um levantamento da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em união com a Associação de Jornalistas Independentes Afegãos (IAJA) apontou que, atualmente, o Afeganistão é o país mais nocivo para jornalistas.

Segundo o relatório, desde que o Talibã assumiu o poder do país, em 15 de agosto de 2021, 231 veículos de comunicação foram obrigados a encerrar suas atividades, cerca de 40% da imprensa local, o que resultou em um total de 6,4 mil jornalistas desempregados.



Repressão contra mulheres jornalistas

Os dados são ainda mais tristes quando constatamos que as mulheres foram as que mais sofreram repressão no país. Apesar de não terem sido oficialmente proibidas de trabalhar como jornalistas, elas foram as mais atingidas pela repressão do Talibã.

Das 2.494 mulheres que trabalhavam na mídia afegã até o início de agosto, apenas 407 seguem atuando na imprensa local. Em 15 das 34 províncias do país, as mulheres jornalistas desapareceram.

Na província de Jowzjan, localizada no norte do país, 19 veículos de comunicação empregavam 112 mulheres. Atualmente, não há nenhuma mulher jornalista nos 12 que seguem na ativa. Na capital Cabul, das 1.190 mulheres jornalistas e profissionais da mídia que atuavam até o início de agosto, apenas 320 seguem trabalhando.



Liberdade de imprensa ameaçada

Durante o ano de 2021, sete jornalistas foram mortos no Afeganistão, nação que divide com o México o topo do ranking dos países mais mortais para jornalistas nos últimos doze meses. Para a ‘Repórter Sem Fronteiras’, “a paz definitiva está longe de estar assegurada [no Afeganistão] e as garantias de liberdade de imprensa e proteção de jornalistas dos últimos 18 anos estão agora ameaçadas”.

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Kelvin Raiback
Kelvin Raiback é estudante de jornalismo, apaixonado por política. Sempre atento à todas mídias sociais. Sonha em se tornar correspondente internacional, com opiniões sempre metódicas e cirúrgicas. Não é a mãe Diná, mas fazer previsões políticas é com ele, sempre com as notícias em primeira mão. Criador da página no Instagram @Kelvinraibackentrevista.
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