Regulação da Mídia é tema de debate na Universidade Católica de Brasília

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O evento contou com a participação de convidados ilustres que esclareceram os pontos da tese discutida. Foto: Lorena Carolino
O evento contou com a participação de convidados ilustres que esclareceram os pontos da tese discutida. Foto: Lorena Carolino
O evento contou com a participação de convidados ilustres que esclareceram os pontos da tese discutida. Foto: Lorena Carolino

A proposta de modificar as normas que regulam a área de comunicação no Brasil, tema muito falado, porém pouco discutido, volta a ganhar força. Isto fica claro diante das polêmicas em torno do anúncio da presidente Dilma Rousseff, que propôs uma consulta pública para estabelecer uma discussão sobre a regulação da mídia.

No caso das emissoras de TV e Rádio, a permanência dessas regras tornam-se fundamentais em razão do impacto social que estes meios de comunicação de massa relacionam as informações com o espaço de veiculação, já que são considerados formadores de opinião pública e de valores. Dessa forma, na medida em que as influências dos meios de comunicação em massa aumentam, cresce assim a necessidade do Estado regular este poder.

Para trazer essa discussão ao âmbito universitário, a pós-doutora em comunicação, Cosette Castro, que também é vice-coordenadora do grupo de investigação sobre Comunicação da Associação Latino-Americana de Pesquisa em Comunicação, mediou uma mesa de debate no dia 27 de fevereiro de 2015, no Auditório da Universidade Católica de Brasília, que teve por tema central “Comunicação e Democracia pra que regular a mídia?”.

“Temos uma grande confusão entre regular e censurar. E a ideia do debate foi esclarecer oferecendo diferentes pontos de vista”, explicou Cosette Castro.

O encontro colocou em tese a legislação, que segundo a organizadora, é anacrônica e permite a concentração das concessões para menos de dez famílias no país, à ‘doação’ de concessões de Rádio e TV para políticos, entre outros abusos. A democracia também foi um ponto discutido e analisado. “Considero a comunicação e a informação como um tema humano que deve ser acessível a toda população. Não adianta ter muitas mídias, diversas plataformas se a informação é do mesmo lugar. Isso não é democracia nos meios de comunicação”, alertou Cosette.

A mesa contou com a presença do diretor de Jornalismo da TV Record DF, João Beltrão, com o historiador e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), o jornalista Hugo Studart, diretor do Sindicato dos Jornalistas do DF e do Coletivo Intervozes, Jonas Valente e com a jornalista, historiadora e especialista em regulação da mídia, Alice Campos, que vive em Lisboa e mostrou um panorama da regulação em outros países.

Três dos convidados representaram o jornalista premiado, o mercado e os movimentos sociais. Os pesquisadores latino-americanos falaram sobre a realidade da região, com o ponto de vista voltado à democracia, regulação da mídia e liberdade de expressão. “A ideia é olhar o mundo, conhecer, comparar, e possibilitar aos alunos construírem seu ponto de vista”, conta a mediadora da mesa de debate.

O evento, que aconteceu na Universidade Católica de Brasília, contou com a presença de 140 pessoas, entre alunos e profissionais do mercado. Outras 20 pessoas acompanharam a transmissão online no Brasil, Argentina, Bolívia e Uruguai.

O próximo debate será no dia 15 de maio com o tema “Comunicação e Democracia: qual o papel das mídias públicas digitais?”. Este encontro acontecerá na UCB e terá transmissão online no site http://www.catolicavirtual.br. O horário ainda não foi definido.

Por Isabella Vieira

Perfil da Autora

Isabella Vieira

Sou estudante do 5º Semestre de Comunicação Social – Jornalismo. Já fui produtora do programa Jogo do Poder, da Rede CNT e, atualmente, trabalho como jornalista do Jornal Alô Brasília.

O jornalismo sempre foi a minha paixão, o meu poema. Comunicar vai além da propagação de dados. É buscar no outro o frágil e antagônico. Evidenciar um trabalho pacato, camuflar o árduo. É acima de tudo ser sucinto. “Ser jornalista é compor-se com a pluralidade.” Sou amante da comunicação e completamente concessora desse colóquio.

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