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Violência contra jornalistas é tema de debate em São Paulo

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Violência contra jornalistas

Na tarde desta quinta-feira, 21 de agosto, os jornalistas Bruno Paes Manso e Milton Bellintani participam de um debate com o Tenente-coronel Adilson Paes de Souza sobre a violência contra jornalistas.

Intitulado “Tiro, porrada e bomba: violências contra o jornalismo e contra jornalistas”, o evento pretende entender por que o jornalismo se tornou uma atividade de risco no Brasil e buscar caminhos para mudar esta situação.

Promovido pelo coletivo de jornalistas ‘Sindicato é Pra Lutar!’, o evento será realizado às 20h no Hussardos Clube Literário, na Rua Araújo, 154, em São Paulo.

Aberto ao público, o debate contará com a presença do jornalista Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, responsável pelo blog SP no Divã, do Estadão, repórter do site Ponte e autor do livro O Homem X – Uma reportagem sobre a alma do assassino em SP; do jornalista Milton Bellintani, diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política, coordenador da Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e diretor-executivo da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, além de colaborador da Ponte; e do tenente-coronel reformado da PM Adilson Paes de Souza, autor do livro O Guardião da Cidade -Reflexões sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares, baseado em sua tese de mestrado pela USP. O jornalista Fausto Salvadori Filho, da Ponte, mediará o debate.

Democracia mata mais jornalistas que ditadura

De acordo com o Comitê de Proteção a Jornalistas, o Brasil da democracia matou mais jornalistas do que a ditadura. Foram 29 profissionais assassinados em represália por seu trabalho, entre 1992 e 2013, contra 12 jornalistas, no exercício da profissão, mortos pelo regime militar entre 1964 e 1985, segundo a Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva”, da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O Brasil é destaque no Índice de Impunidade do CPJ (Comitê de Proteção a Jornalistas), pois infelizmente matar jornalista não dá cadeia. Os principais protagonistas desta violência são os policiais militares. Levantamento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) aponta que, das 190 agressões praticadas contra jornalistas durante manifestações entre maio de 2013 e junho deste ano, 88% foram praticadas por policiais.

Serviço:
Debate “Tiro, porrada e bomba: violências contra o jornalismo e contra jornalistas”
Data: 21 de agosto de 2014, quinta-feira.
Horário: a partir das 20h
Local: Hussardos Clube Literário
Endereço: Rua Araújo, 154, São Paulo (SP)

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Emílio Coutinho
O jornalista e professor Emílio Coutinho criou a Casa dos Focas com o objetivo de ser um espaço para debate, aprofundamento e divulgação de novidades dentro da área do jornalismo. Os textos aqui publicados são de responsabilidade dos seus respectivos autores.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Oi, Emílio. Gostei da iniciativa da Casa dos Focas. Sou jornalista e docente da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas há muitos anos. Parabéns! Um abraço

    • Obrigado, professora Ciça! Fico muito feliz com o elogio. Sinta-se à vontade para sugerir ou criticar, a Casa dos Focas é uma iniciativa voltada para estudantes de jornalismo e recém-formados, mas recebemos também artigos de professores. Caso se interesse em fazer parte desse projeto sem fins lucrativos, através de matérias sobre o fazer jornalístico, entre em contato comigo pelo seguinte endereço de e-mail: [email protected] Até mais! Emílio Coutinho

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