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Vocabulário de jornalismo

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Jornalismo de A a Z

Em uma redação, seja ela de jornal impresso, radiofônico, televisivo ou online, são utilizados diversos jargões e expressões próprias. Assim, para o estudante de jornalismo é fundamental conhecer o significado de cada uma dessas expressões para exercer melhor o seu trabalho. Abaixo listamos algumas (é difícil reunir todas, pois existem redações que estão criando novos termos e substituindo outros), a ideia aqui é apresentar as principais e as mais utilizadas. Caso você não encontre algum termo, escreva nos comentários para que possamos acrescentar na lista.

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Abrir Foto – Ampliar o tamanho da foto na página. Este artifício é usado para valorizar uma foto de qualidade ou cobrir espaço quando o texto é pequeno.

Agência de notícias – Empresa que elabora e fornece matérias jornalísticas, por meios rápidos de transmissão, para seus assinantes. Pode ser de âmbito local, nacional ou internacional. Transmite regularmente e de forma ininterrupta a seus associados o noticiário geral ou especializado, fornecendo informações “por atacado”.

Almanaque – Obra de periodicidade geralmente anual, constituída de textos de cunho informativo e recreativo. Também pode ser uma edição especial de uma revista, publicada esporadicamente ou com periodicidade anual, em formato maior, com matérias especiais e maior número de páginas.

Análise – Texto que analisa determinado assunto. Pode ser em forma de artigo ou de pequeno box inserido dentro do material.

Apurar – Levantar dados para uma reportagem e/ou artigo.

Articulista – Profissional que, periodicamente, escreve artigos assinados para jornais e revistas, onde opina pessoalmente sobre fatos relevantes. Pode ou não fazer parte do quadro funcional.

Artigo – Texto jornalístico interpretativo e opinativo que desenvolve uma ideia ou comenta um assunto a partir de uma determinada fundamentação.

Aspas – Declaração inserida em uma matéria. Atenção: a expressão Preciso de umas aspas refere-se à necessidade de se inserir um personagem no texto.

Assinatura – Crédito dado ao autor de uma matéria.

Baixar – Mandar uma página para as oficinas do jornal. Aí termina o trabalho editorial e começa a parte industrial do processo.

Balão de ensaio – Notícia sem fundamento, boato.

Barriga – Notícia inverídica publicada na imprensa, geralmente com grande alarde e sem má-fé, na tentativa de furar os concorrentes. Causa grande desgaste e descrédito ao veículo de imprensa e ao repórter.

Bater um branco – Expressão usada por cinegrafistas e técnicos de luz que integram as equipes de televisão, para testar a definição da cor na imagem, antes de começar a gravar uma entrevista. Usa-se a expressão “bate um branco aí”.

Bloco – Parte do telejornal em que a matéria será veiculada. Usa-se o termo “primeiro, segundo, terceiro bloco”.

Boneco – (1) Fotografia de um entrevistado em plano americano. Usa-se muito a expressão “fazer um boneco” ou “bonecar”. (2) Montagem de folhas representando as páginas do projeto de revista. Usado para distribuir as matérias e elementos gráficos.

Box – Quadro colocado no texto da matéria com informações adicionais sobre o tema. Pode ser um conjunto de informações técnicas relacionadas ao texto principal, a história de um personagem citado na reportagem, ou até mesmo um minieditorial da publicação relacionado ao tema da manchete.

Briefing – Conjunto de informações que uma empresa reúne para apresentar ao seu profissional de comunicação (seja ele um funcionário ou uma agencia externa) sempre que deseja tornar algum fato público, seja através de campanhas publicitárias, ou de ocupação de espaço editorial.

Buraco – Fato que ocorre quando os textos e fotos ou ilustrações não são suficientes para preencher um espaço previsto. O editor tem como opção aumentar o corpo (tamanho da letra) do texto, aumentar a foto ou a ilustração. O recomendável é que se acrescente mais linhas ao texto. O pior recurso é aumentar o entrelinhamento (espaço entre as linhas da reportagem).

Caderno – Conjunto de páginas de um jornal ou revista que trata de assuntos específicos ou ainda das reportagens mais importantes de uma edição. Os jornais tem como costume publicar cadernos específicos sobre planos econômicos ou ainda cadernos diários que tratam de variedades. Há ainda os cadernos publicitários, que são encartados nas edições dos jornais ou das revistas.

Caixa alta e baixa – Embora seja uma expressão usadas nas redações dos anos 60, ainda hoje é empregada para designar as letras maiúsculas e minúsculas. “C” é uma letra em caixa alta e “c” é uma letra em caixa baixa.

Calhau – Texto ou anúncio usado para preencher um espaço em branco. Esse espaço em branco pode surgir de uma reportagem que “caiu” ou de um anúncio que foi cancelado. Toda publicação deve ter calhaus previamente produzidos para ocupar espaços em brancos que ocasionalmente surgem no fechamento de uma edição. As publicações mais modernas têm procurado usar o recurso de publicar calhaus informativos. São pequenos textos que trazem dados estatísticos ou ainda informações de menor importância. Se o espaço for grande, pode ser preenchido por uma reportagem completa.

Cavar – Apurar com empenho, batalhar pela notícia. Usa-se muito a expressão “cavar uma matéria”.

Chamada – Informação resumida colocada na primeira página de um jornal ou de um caderno. É usada para atrair a leitura e normalmente é complementada nas páginas internas de uma publicação.

Chapéu – Palavra-chave colocada acima do título de uma reportagem. Os chapéus vêm sendo substituídos por selos, que, por serem melhor elaborados graficamente, atraem mais a leitura. Os chapéus são colocados sempre acima dos títulos. Os selos podem ser colocados em qualquer parte do alto de uma reportagem, mas normalmente são publicados junto ao primeiro parágrafo.

Chefe de reportagem – Profissional que coordena os repórteres, determinando o que estes devem fazer. Nos organogramas das redações esse cargo vem sendo substituído pelo editor- assistente, que é responsável pela produção das reportagens.

Cineminha – Trata-se uma sequência de fotos que mostra o desenrolar de uma cena. É usado também em reportagens didáticas que procuram mostrar ao leitor como proceder passo-a-passo.

Clipeiro – Pessoa que faz o clipping.

Clipping – Seleção e recorte de notícias sobre a empresa, ou sua área de atuação, a partir da leitura e acompanhamento dos jornais diários, revistas semanais e de publicações especializadas.

Close – É uma foto cheia, em que se destaca o rosto da pessoa fotografada.

Cobertura – Acompanhamento e apuração de um ou mais fatos, para transformá-los em notícia. Pode ser realizado por um ou mais repórteres, dependendo da importância e amplitude do fato para o veículo que pretende publicá-lo.

Coleguinha – Sinônimo de jornalista. Modo como os jornalistas, principalmente repórteres, se referem uns aos outros.

Coluna – (1) Espaço padronizado para se dispor o texto na página. (2) Espaço fixo usado por jornalista contratado especialmente. Pode ser analítica ou de notas.

Coluna falsa – Coluna fora da medida padronizada pelo jornal.

Comentário – Pequeno artigo. É sempre assinado.

Contraplano – Gravar trechos da entrevista focando o repórter, para fazer cortes na edição da matéria. Geralmente o contraplano é gravado após o término da entrevista.

Copidescagem – Tratamento que uma notícia recebe de um redator depois de ser entregue pelo repórter à sua editoria. Vai desde a simples titulagem e uma ou outra adequação de vírgulas, até a total reestruturação do texto, em função de uma redução no espaço para publicação ou de decisão editoriaI de ressaltar aspectos não destacados pelo repórter.

Copydesk ou copidesque – Veja também redator. Termo importado dos Estados Unidos por Pompeu de Souza durante a reforma do Diário Carioca. Na época poucos repórteres escreviam a matéria. Eles chegavam e ditavam o texto para o editor. Pompeu obrigou-os a escrever. Para transformar o texto incompreensível dos repórteres em algo legível existia uma Mesa de Textos (Copy Desk em inglês) com os melhores redatores do Diário Carioca. O termo incorporou-se à linguagem jornalística como sinônimo de redator.

Copyright – São os direitos reservados ao autor de uma obra ou à quem comprou os direitos do autor. As fotos também tem seus direitos reservados.

Corpo – Tamanho de uma letra. O corpo mais usado nas revistas e jornais é o tamanho 10. Os programas de edição eletrônica trazem corpos que variam de 4 a 400. Corpos menores que dez podem ser prejudiciais à leitura.

Costurar – Juntar as informações em um texto. Usa-se a expressão “costurar o texto” e/ou “alinhavar o texto”.

Cozinha – Termo muito usado em jornal para definir as funções ligadas ao fechamento, como diagramação, secretaria. Usa-se a expressão “cozinha de jornal”.

Cozinhar – Reescrever texto já publicado em outro veículo. Geralmente, quando utilizam esse recurso, um jornal ou uma revista citam a publicação de origem.

Crédito – Assinatura usada em foto ou para marcar material produzido por agência ou outra publicação.

Crescer – Ganhar importância em uma edição. Usa-se a expressão “a matéria cresceu”.

Crônica – Coluna ou texto que aborda tema do cotidiano, geralmente utilizando forma literária.

Curta – Matéria com, no máximo, 15 centímetros de texto.

Dead Line – Último prazo para que uma edição seja fechada ou que uma reportagem seja concluída. Esses prazos são fixados com a previsão de um período razoável para que a tarefa seja executada. Os bons profissionais geralmente entregam suas reportagens ou fecham a edição antes do deadline.

Declaração – Texto ou opinião oficial expressa verbalmente por entrevistado.

Dedo-duro – Para o jornalista, dedo-duro é a referência colocada em uma matéria para remetê-la para outro assunto em página diversa. Também conhecida como Leia mais.

Derrubar – Termo usado para expressar que uma reportagem não vai ser produzida. Geralmente ocorre quando o repórter percebe que não vai conseguir apurar as informações, quando uma entrevista é cancelada ou ainda quando o editor desiste de abordar o assunto. Usa-se a expressão “derrubar a matéria”. A pauta pode ser derrubada também por um concorrente que publique a mesma reportagem em seu veículo antes de todos os outros.

Diagrama – Folha retirada do caderninho para guiar o início do trabalho de diagramação.

Diagramação – Diagramar, ou paginar, significa dispor o material na página. Organizando textos, fotos e gráficos de modo sensato para que a leitura seja fluida. A paginação é aplicada em jornais, revistas, internet e em outros meios que exijam a organização de elementos gráficos.

Editor – Profissional responsável por uma publicação ou editoria. O termo editor-chefe já não é mais usado. Foi substituído pelo publisher, um profissional que cuida desde a elaboração de um projeto gráfico até sua circulação.

Editoria – É como se fosse um departamento de uma redação. A editoria trata de assuntos específicos. Tem sido cada vez mais comum nas redações a figura da editoria especial ou de emergência. É um recurso usado para reunir os melhores profissionais em uma grande cobertura.

Entrevista Coletiva – Como o nome já diz, trata-se de uma entrevista de interesse geral onde vários jornalistas estão presentes, normalmente organizado pelas assessorias de imprensa.

Enxugar – Resumir um texto. Cada vez mais as publicações exigem que os textos sejam mais concisos. O profissional deve eliminar principalmente os adjetivos e avaliações próprias. Se o profissional sente que há dificuldade para continuar escrevendo sobre um texto, é provável que ele não mereça mais linhas do que as já escritas. O texto rebuscado é cheio de parênteses, travessões, apostos e outros recursos que desencorajam a leitura.

Espelho – É a previsão do que vai ser publicado em uma página com a inclusão dos anúncios. Não confundir com diagrama. O espelho é feito pelo departamento comercial da editora conforme a previsão do número de páginas pela redação.

Estouro – Ocorre quando um texto é maior que o espaço reservado. O editor normalmente suprime dos textos as últimas linhas ou últimos parágrafos quando ocorre um estouro. Por isso, o repórter não deve colocar nunca as informações mais importantes nos últimos parágrafos.

Expediente – Espaço onde são publicados os nomes dos editores, endereços e telefones para contato com o veículo de comunicação.

Fechamento – Etapa do processo de edição em que os trabalhos são encerrados. Depois do fechamento não há mais revisão do texto e a edição é enviada para a gráfica. Em algumas publicações há o trabalho do secretário gráfico. Esse profissional procura evitar erros mais evidentes como troca de fotografias ou ainda erros de português em títulos.

Fio – Linha que separa as colunas. Pode ser usado também para destacar frases no meio de um texto ou ainda para circundar os boxes.

Foca – Apelido dado ao jornalista aprendiz, muito usado para falar do jornalista recém-formado.

Fonte – No dicionário o significado do termo está como “nascente da água”. Nas redações, a fonte é a procedência de uma notícia, pode ser pessoa ou veículo.

Furo – É a notícia em primeira mão, quando determinado veículo é o primeiro a publicar uma informação.

Hard News – Usa-se como grau de importância da notícia, também chamada de “Notícia Quente”.

Iceberg – Texto que começa na primeira página e prossegue em páginas internas.

Imprensa Marrom – O termo vem do francês e quer dizer atividade ilegal. É muito utilizado no Brasil ao se dirigir à jornais sensacionalistas.

Intertítulo – Pequenos títulos colocados no meio do texto. Esse artifício é usado para tornar o texto menos denso. Há publicações que preferem destacar frases retiradas do texto para colocar nos intertítulos. Usar apenas em casos extremos. Se o texto for longo, sempre é possível usar sub-retrancas, o que facilita a leitura de um texto e torna a diagramação visualmente mais atraente.

Janela – É quando se coloca uma foto menor dentro de uma foto maior para destacar detalhes. Um exemplo é quando se coloca uma grande foto de um incêndio e no detalhe (janela) aparece uma foto do aparelho que causou o incêndio.

Lauda – Uma medida padrão para o texto impresso por página, aproximadamente 1400 caracteres. Cada veículo tem sua forma.

Legenda – Texto curto que explica uma foto ou ilustração.

Lide – Originário da palavra inglesa lead. É o primeiro parágrafo de um texto. Deve ser curto e responder às perguntas básicas do jornalismo: quem? o que? quando? onde? como? por quê? O ideal é que o lide tenha no máximo cinco linhas. Lides maiores desestimulam a leitura. Se a publicação não tiver um caráter factual, ele pode deixar de responder as seis perguntas acima e usar uma outra linguagem que atraia o interesse do leitor.

Linha fina – É um textinho que fica abaixo do título da notícia que complementa o que foi noticiado no título.

Link – Termo usado pela imprensa televisiva onde o repórter entra ao vivo de fora do estúdio com informações adicionais para a reportagem.

Macarrão – Termo que designa uma página solta no meio de um caderno do jornal.

Manchete – É o título da principal reportagem do jornal, publicado na primeira página. Também é usado para designar a principal reportagem de cada página (manchete da página).

Nariz de cera – Trata-se do primeiro parágrafo que não tem tanta importância para o resto do texto.

Olho – Texto curto que destaca os aspectos mais importantes abordados na reportagem. Deve estar relacionado ao título principal. Serve para despertar a atenção do leitor para a leitura.

Ombudsman – Profissional contratado para representar os interesses do público junto a instâncias superiores. Com a função de analisar publicamente o trabalho do próprio veículo.

Pastel – Mistura de textos ou legendas em uma página. Esse tipo de erro pode ser facilmente evitado com a atuação eficiente do secretário gráfico em uma redação.

Pauta – Ordem de informações e dicas transmitida pelos chefes de reportagem para o cumprimento da mesma. A pauta normalmente indica a pessoa que deve ser entrevistada, local, horário e até mesmo o tamanho da reportagem que deve ser produzida. A pauta também deve indicar os temas principais que devem ser abordados no texto. Nos jornais a pauta é feita por um jornalista conhecido como pauteiro ou pelos editores de cada seção. Nas revistas as pautas são produzidas pelos editores ou pelo redator-chefe. As pautas mais detalhadas indicam também se o texto deverá ter foto ou não. A pauta não deve ser nunca uma “camisa de força”. O repórter deve procurar cumpri-la. Há nas redações uma anedota de que um repórter não cumpriu uma pauta sobre buracos em uma rua porque não conseguiu chegar ao local. O trânsito estava congestionado devido a um incêndio em um prédio e a rua tinha sido destruída por um temporal que atingiu o bairro na noite anterior. Enfim, os buracos tinham sumido e a pauta, na visão do repórter, não podia ser cumprida. Ele voltou para a redação sem ter escrito nenhum texto.

Pé – É o final do texto. Todo repórter deve ter em mente que se o texto for reduzido, as últimas linhas serão eliminadas. Daí a expressão “pirâmide invertida”. Isso significa que a parte mais importante do texto deve ser colocado sempre nas primeiras linhas. Nunca o texto deve ser escrito de forma que as últimas linhas não possam ser eliminadas. Jornalistas inexperientes costumam reclamar sobre os textos cortados no pé. Dizem “era o fechamento do texto, o encerramento da ideia”. Esse conceito é próprio dos textos literários, das crônicas. No texto de reportagem isso não pode acontecer nunca.

Pingue-pongue – Forma de texto em que as perguntas e respostas são publicadas. Normalmente têm um pequeno texto introdutório no qual é feito um perfil do entrevistado e é mostrado como e onde a reportagem foi feita. O ideal é que as respostas sejam transcritas fielmente. Procure nunca editar respostas. Uma entrevista pingue-pongue exige do repórter planejamento. Ele deve ter em mente, ou por escrito (de preferência), um roteiro das perguntas que serão feitas. Esse roteiro vai mudar conforme as respostas. O exemplo mais clássico desse tipo de entrevista é o publicado nas páginas amarelas da revista Veja.

Pirâmide invertida – É o modo de se estruturar um texto de forma que a informação mais importante seja colocada nas primeiras linhas, compondo assim o “lide”. Nunca o texto pode, por exemplo, falar sobre a vida de um escritor, suas preferências, seus prêmios etc e na última linha ser colocada uma frase: “Ele morreu ontem”. Tal observação parece ridícula, mas é muito comum nas redações.

Pirulito – Um texto bem pequeno.

Press Release – Texto produzido pela assessoria de imprensa sobre fatos de determinada empresa para distribuição na imprensa em geral.

Projeto – É o planejamento de uma nova publicação. Nele se definem as estratégias de publicidade, viabilidade comercial e também os aspectos predominantes a serem abordados nos textos.

Quadro – Também é conhecido como “caixa”. Trata-se de um recurso para enquadrar o texto entre fios.

Retranca – Palavra que identifica um texto. “Samba” pode ser uma retranca que identifica um texto sobre as escolas de samba. O ideal é que a retranca tenha uma só palavra.

Selo – Recurso gráfico que marca uma reportagem ou uma série de reportagens. É muito comum seu uso em série de reportagens. Normalmente é composto por uma pequena expressão e um desenho que se repete. Por exemplo: “Crise no INSS” pode ser acompanhado de um desenho de uma maca. Todo texto que se refira ao assunto é acompanhado desse selo.

Side – Termo usado para designar um outro lado da reportagem. São assuntos paralelos que se publicam nos sides. Um texto sobre um jogo de futebol pode trazer um side com o jogador que teve o melhor desempenho na partida.

Standard – Tamanho padrão dos jornais. Mede 54 x 33,5 cm. O único caso no Brasil de jornal que conseguiu sucesso sem ser standard é o Zero Hora, de Porto Alegre, publicado em tamanho tablóide. O tamanho tablóide é a metade do standard.

Stand by – Textos que podem ser publicados em qualquer época. Também são conhecidos como textos de “gaveta”. Um texto que mostre os planos da empresa IBM para o Brasil, por exemplo, pode ser publicado em qualquer época (claro que sem exagero. Esse texto não pode ser publicado um ano depois de ser escrito, mas pode muito bem ser publicado duas semanas depois de ter sido escrito).

Texto final – É o que vai ser publicado. Com a extinção do cargo do copidesque nos jornais, todo repórter deve ter um texto final. O que ele escreve é o que vai ser publicado.

Tipo – É o formato da letra. Os tipos se dividem em famílias. A família mais usada nos jornais é a Times.

Viúva – Letra ou palavra que sobra no final de texto depois que ele é impresso. Quanto menor a palavra, pior é o aspecto da diagramação.

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Emílio Coutinho
O jornalista e professor Emílio Coutinho criou a Casa dos Focas com o objetivo de ser um espaço para debate, aprofundamento e divulgação de novidades dentro da área do jornalismo. Os textos aqui publicados são de responsabilidade dos seus respectivos autores.
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7 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostaria de saber com qual periodicidade o site é atualizado?
    Estou fazendo um projeto de conclusão de curso e tenho interesse em trabalhar com os conceitos publicados aqui. Elaborando uma versão para o espanhol. Aguardo contato por e-mail.
    Att.

    • Olá, Jéssica!
      Tudo bem? O Portal da Casa dos Focas normalmente é atualizado diariamente, de segunda à sexta. Caso queira conversar conosco pode nos enviar mensagem através do e-mail: [email protected]
      Até mais!
      Emílio Coutinho

  2. Estou procurando a expressão em inglês que caracteriza um adiantamento da matéria. Na globo news se usa muito esse termo. O Jornalista ao comentar, adianta a pauta que vai ser feita mais adiante. Me ajuda!

    • Olá, Isaque! Tudo bem? Não estou compreendendo. Seria quando no início do telejornal o jornalista apresenta as notícias que serão tratadas naquela edição?

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