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O Mercado jornalístico

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(Foto: Pixabay)
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O jornalismo no Brasil vive um período de decadência em tempos de grande valorização nos meios digitais, as pessoas pensam que basta ter um celular ou uma câmera na mão para poderem se auto intitular jornalistas. O fato é que não é bem assim, o profissional da notícia vai além disso, não basta registrar uma imagem, é necessário selecionar a informação, direcionar ao público alvo, agindo com ética e responsabilidade.

Em contrapartida, os veículos de comunicação se tornam cada vez mais manipulados e o crescente número de “colaboradores da notícia” tem deixado o mercado saturado. “No meu primeiro dia de aula o professor chegou na sala nos chamando de malucos, dizendo que íamos morrer de fome porque não dava mais pra viver de jornalismo, isso em 1992. Eu me formei e trabalho até hoje na minha área, fome nunca passei”, me contou uma professora da Unicarioca. A única verdade nisso é que as universidades estão formando mais jornalistas do que os veículos conseguem absorver por isso é tão comum ver alguém com o diploma superior não exercendo o cargo.

Um profissional tão essencial na sociedade ainda sofre muitos preconceitos e até agressões. Muitas pessoas ainda costumam ver o jornalista como o “fofoqueiro”, alguns entrevistados agridem os profissionais e dependendo da circunstância, o preço de determinada notícia é a morte, a exemplo do Tim Lopes que foi executado por traficantes no complexo do alemão. Até o próprio governo, porém de forma mais “maquiada”, tenta controlar a imprensa. Por conta disso, não é raro um estudante ouvir que não há vagas ou que ele será assassinado, coisas que possam fazê-lo desistir do seu sonho.

Diante de tantos obstáculos, para permanecer firme e ter sucesso é preciso fazer por amor, com amor, só quem nasceu com o dom da comunicação segue em frente nesses tempos de crise na profissão. Coragem! O jornalista vive uma notícia de cada vez, nada é estável, é uma conquista por dia. E tem mercado sim! Basta você ser bom o suficiente. Basta sair da zona de conforto e ir atrás, lugar de repórter é na rua. O bom repórter não se conforma em ouvir uma única fonte, nem se satisfaz com jornalismo declaratório, ele investiga, ele apura os fatos, ele escreve pra ser a voz dos excluídos, ser o represente dos que não podem falar, mostrar pra maioria o que a minoria quer esconder. Para esse tipo de jornalistas sempre haverá vagas.

Por Lane Lopes

Perfil da autora

Lane Lopes

Lane Lopes. 18 anos. Estudante do 3° período de jornalismo na Unicarioca.

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