Razões para ser um foca graduado

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É importante compreender que um diploma não faz um jornalista, mas é apenas uma das etapas para a formação de um bom profissional. (Foto: Pixabay)
É importante compreender que um diploma não faz um jornalista, mas é apenas uma das etapas para a formação de um bom profissional. (Foto: Pixabay)
É importante compreender que um diploma não faz um jornalista, mas é apenas uma das etapas para a formação de um bom profissional. (Foto: Pixabay)

Após o Superior Tribunal Federal (STF) derrubar a exigência do diploma de jornalismo, em 2009, muito se tem debatido sobre a funcionalidade da graduação nesse campo profissional. Para Beth Costa, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) “a sociedade tem direito à informação de qualidade, ética, democrática. E uma das formas de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo”.

Enquanto o jornalista Eugênio Bucci, afirma que “sem nenhuma sustentação de interesse público, a aprovação da PEC do diploma é prejudicial para a qualidade da imprensa e para a normalidade institucional”. Obviamente um diploma não forma um jornalista, mas a formação acadêmica pode ser crucial no processo da construção de um profissional. Além disso, as empresas de comunicação ainda mantêm a preferência pelos graduados.

Dentre as tantas teorias estudadas na universidade, certamente o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) pode resumir o quanto o conhecimento teórico acrescenta para o desenvolvimento do ofício jornalístico. Não é tarefa fácil determinar um tema e explorá-lo ao máximo para elaborar um único trabalho, por isso essa etapa pode influenciar positivamente na prática do jornalismo.

O estudante, ao definir um assunto para ser estudado, se depara com uma variedade de temas e a escolha por si só já demonstra maturidade e evidencia preferências. Assim, a decisão poderá auxiliar o jornalista a descobrir uma área em que queira atuar. E um profissional satisfeito com a função que desempenha, tem mais chances de fazer um trabalho melhor.

Quando o acadêmico passa a traçar objetivos que pretende atingir e a lidar com cumprimento de prazos, torna-se mais responsável pelo que produz. E noção de responsabilidade pelo conteúdo elaborado é fundamental no jornalismo, pois irá incentivar a verificação exaustiva das informações obtidas para a construção e divulgação de uma notícia.

Ao explorar livros e referências e iniciar a produção do TCC, o estudante testará habilidades como organização de ideias, síntese, revisão, criticidade, leitura, escrita e uso de ferramentas tecnológicas. Características que irão contribuir para uma notícia bem feita e de fácil entendimento.

Além disso, o estudo trará a proximidade com teóricos do jornalismo, em sua maioria, jornalistas consagrados e que conheceram a prática, da qual avaliaram os prós e contras. Nada melhor do que inteirar-se da história de uma profissão para desempenhá-la de modo mais satisfatório, conhecendo-se os erros passados para evitá-los no presente.

Ademais, a convivência e troca de ideias entre o estudante de jornalismo e o orientador do projeto, aproxima-se da realidade da redação, no convívio com o editor. Nem sempre haverá afinidades, ou um entenderá as razões do outro, mas avaliações pessoais terão de ser deixadas de lado para o bem do trabalho desenvolvido.

E ainda há as temidas bancas. A quantidade de apresentações do TCC varia de faculdade para faculdade, mas o fato é que elas são indispensáveis. Nesse caso, o estudante além de aprender a lidar com críticas e reavaliar interesses, também vai saber como se apresentar formalmente e falar de modo contundente. Aptidões favoráveis para entrevistas com as fontes de informação.

Portanto é importante compreender que um diploma não faz um jornalista. É apenas uma das etapas para a formação de um bom profissional, desde que se tenha, é claro, frequentado corretamente a universidade e absorvido o conhecimento proposto. Desde que se pratique o que foi aprendido. Desde que se respeitem os envolvidos na informação transmitida. Desde que se respeite o público consumidor de informação.

Por Andreza Galiego

*Texto originalmente publicado no site Um Foca na Sexta.

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