InícioNotíciasFENAJ divulga nova edição do Relatório da Violência Contra Jornalistas

FENAJ divulga nova edição do Relatório da Violência Contra Jornalistas

O documento é baseado em dados coletados pela própria entidade e pelos Sindicatos da categoria em todos os estados do Brasil.

Foto: Ev/ Unsplash.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), divulgou, no final do mês de janeiro, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2021. O documento, publicado anualmente pela instituição, é baseado em dados coletados pela própria entidade e pelos Sindicatos da categoria em todos os estados do Brasil.

Violência contra jornalistas no Brasil

Os números apresentados revelam que casos de violência contra jornalistas no Brasil continuam altos, pelo segundo ano consecutivo, sendo o maior desde a década de 1990, quando começou a se contabilizar esses atos contra profissionais da imprensa. Foram 430 casos em 2021, dois a mais que no ano de 2020.

Censura e descredibilização da imprensa

A violência mais comum foi a censura, que ultrapassou a descredibilização da imprensa, violência mais comum nos últimos relatórios desde 2019, quando a categoria foi criada a partir da postura de Jair Bolsonaro que, desde que assumiu a Presidência da República ataca de forma sistemática jornalistas e veículos de comunicação.

Atentados contra jornalistas

Também cresceu o número de casos de atentados contra jornalistas e de violência contra a organização dos trabalhadores. A presidente da FENAJ, Maria José Braga, acredita que há uma subnotificação dos casos, pois muitos profissionais não procuram as entidades de classe com medo de retaliação e também de exposição.

O principal agressor da imprensa

De acordo com os dados do relatório, o presidente Jair Bolsonaro (PL), segue sendo o principal agressor da imprensa pelo terceiro ano consecutivo, junto de outros políticos e seus assessores. No total, ele é o autor de 147 casos, sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa e 18 agressões verbais, nas quais ofendeu jornalistas com xingamentos e os mandou calar a boca.

Foto: Reprodução.

Maioria das vítimas são homens

Apesar da categoria jornalística ser composta em sua maioria por mulheres, os jornalistas do sexo masculino foram a maioria entre as vítimas de violência em decorrência do exercício profissional. No entanto, as mulheres são as principais vítimas de ataques virtuais, a maioria com cunho machista e violento. “Os ataques às mulheres têm uma característica peculiar. Elas são atacadas na sua vida pessoal, na sua qualidade de mulher, com xingamentos como vagabunda, puta, louca”, lamentou Maria José Braga.

Distrito Federal recordista de casos

O Distrito Federal, sede do Poder Executivo Federal, se manteve, pelo segundo ano consecutivo, em primeiro lugar no número de casos, com mais da metade dos registros. O Sudeste aparece em segundo lugar, como a região mais violenta para o exercício da profissão, sendo o estado de São Paulo o mais violento da região. Em seguida aparece: o Nordeste, com a Bahia sendo o estado mais violento; a região Sul, com o Paraná tendo registrado o maior número de ocorrências; e por fim, a região Norte, sendo o Pará o estado mais violento da região.

Agressões verbais, físicas e impedimento ao exercício profissional

As categorias agressões verbais, físicas e impedimento ao exercício profissional tiveram leves reduções, em comparação com o ano anterior. As maiores quedas foram em casos de assassinato, injúria racial/racismo e impedimentos ao exercício profissional. O decréscimo nestas três categorias chegou a 50%.

Casos de racismo

Casos de racismo contra profissionais da imprensa também foram reduzidos. Para a presidente da FENAJ, a ação firme da justiça, ao condenar agressores racistas, pode ter contribuído para essa queda. Entretanto, ela ressalta que existem muitos casos que não são denunciados por medo de retaliações.

Profissionais de TV são os mais agredidos

Profissionais de emissoras de televisão foram os mais atacados, como já costuma ser historicamente, pelo fato de serem identificados facilmente ao portar equipamentos e trajes específicos. Logo depois estão os profissionais de mídia digital.

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Emílio Coutinho
O jornalista e professor Emílio Coutinho criou a Casa dos Focas com o objetivo de ser um espaço para debate e divulgação de novidades no jornalismo.
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