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Minha primeira entrevista internacional

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O trabalho do fotojornalista  Greg Marinovich, é retratado no filme "Repórteres de Guerra".
O trabalho do fotojornalista Greg Marinovich, é retratado no filme “Repórteres de Guerra”.

Ao longo do curso de jornalismo temos ocasiões de conhecer pessoas que de alguma maneira deixam sua marca na história. Na Faculdade onde estudo, FIAM-FAAM, tive uma oportunidade que me marcou muito, assim como aos meus colegas. O fato ocorreu quando eu ainda estava no segundo semestre do curso, e foi motivado pela professora Fabíola Tarapanoff, que na época nos ministrava aulas de “Informação e Formação de Opinião Pública”.

Depois de nos apresentar uma lista com inúmeros filmes voltados à prática do jornalismo, a professora deixou que nós escolhêssemos uma das obras para analisá-los em grupos e inseri-los no contexto do que era ensinado em sala.

Sem pensar duas vezes, escolhi junto com o meu grupo (no caso, Felipe Higino, Fernanda Sala, Bruna Di Giamo, Larysa Carreiro e Letícia Picciolli) o filme “The Bang Bang Club – Repórteres de Guerra”, pois era uma das obras cinematográficas prediletas por mim, e da qual eu já havia realizado trabalhos acadêmicos em outras ocasiões.

O filme é baseado na história real de quatro fotojornalistas que cobriram o final da Guerra do Apartheid na África do Sul – Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek – mostrando os conflitos pessoais e profissionais que tiveram que passar para que seu trabalho fosse divulgado.

Conforme a execução do trabalho percebi que faltava algo. Eu tinha consciência de que algumas dúvidas só poderiam ser esclarecidas por quem viveu a história de perto. Sem esperança de retorno, arrisquei-me a entrar em contato com Greg Marinovich, em inglês é claro. Três dias depois recebi sua resposta aceitando ser entrevistado e me perguntando como eu pretendia realizar a entrevista. Eu realmente não acreditava no que estava acontecendo, cheguei a pensar que não era o verdadeiro Greg. Após dois meses de conversar, tive a certeza de que se tratava do próprio e só a partir desse momento informei o meu grupo que ficou muito animado também. Juntos preparamos um questionário e enviamos para o fotojornalista.

Desta vez a resposta demorou para chegar, e o nosso prazo estava ficando cada vez mais apertado. Resolvi enviar uma mensagem por e-mail perguntando se seria possível responder o quanto antes. Em resposta recebi um e-mail do Greg com as seguintes palavras: “be patient” (Seja paciente). Pedido difícil para quem tem um trabalho valendo nota para entregar, mas era a única coisa que eu poderia fazer.

Foto enviada pelo Greg Marinovich.
Foto enviada pelo Greg Marinovich.

Dois dias depois Greg me enviou um áudio (em inglês) com as respostas para todas as perguntas feitas por nós. Para comprovar à nossa professora que realmente era o Greg, ele nos enviou também uma foto dele segurando uma folha na qual estava escrito: “Help! I am a prisioner of Room 105” (Socorro! Eu sou um prisioneiro da sala 105). A sala 105 era a nossa sala na época.

O resultado final ficou melhor do que poderíamos esperar. Essa atividade acadêmica nos fez aprender a admirar mais ainda o trabalho do Greg e dos fotojornalistas de guerra, além de nos mostrar que como futuros jornalistas não devemos ter medo de ir atrás dos personagens que desejamos entrevistar, por mais difícil que possa parecer.

Confiram o resultado do nosso trabalho clicando aqui. Espero que, assim como nós, vocês gostem da entrevista.

Por Gabriele Helena.

Perfil da Autora

Gabriele Helena

Tenho 20 anos, estudo jornalismo na instituição FIAM-FAAM e procuro uma história em cada centímetro do mundo.

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