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O Monopólio da Fala

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O Monopólio da Fala 3
“O monopólio da fala”, escrito por Muniz Sodré é uma obra do ano de 1977 que pensa a relação do poder com a forma excludente do código na cultura de massa. Na década de 70, valendo-se dos instrumentos metodológicos do estruturalismo, o autor procura esgotar o conceito de cultura em função da estrutura de seu código linguístico.

O livro é maçante, mas intitulado por vários professores de Comunicação como uma relíquia a ser lida principalmente nas matérias de telejornalismo.

A obra é subjetiva e tem plano de significação pedagógico. Para Sodré, estudar o código na cultura de massa, no caso o da televisão, faz parte de uma estratégia metodológica combinada com outras que compõem um complexo quadro interpretativo desse fenômeno cultural.

Na sua opinião, a televisão é uma forma de organização da sociedade e manipulação social, mesmo que de forma individual. Ele cita as diferentes formas de linguagem referente ao ouvinte e telespectador.

O Monopólio da Fala 1

A televisão não surgiu para responder uma necessidade real de comunicação social e sim como crescimento de bens eletrônicos. O que foi se construindo, a partir do interesse do entretenimento e da informação, surgiu com o tempo, juntamente com as características básicas da sociedade, a partir da revolução industrial; o capitalismo monopolista e a formação da sociedade de massa e de consumo. A partir daí, delegam a imprensa o poder de polarizar as demandas de informação (“povo” com identidade coletiva). Começa a forma de alienação de ordem econômica, política, linguística. Alienação da expressão dialogal; a nova Ordem Social.

Sodré deixa claro que o conceito de TV não se limita ao tecnológico e estético. A televisão é sistema informativo. Começa a ter de justificar culturalmente os conteúdos transmitidos com “responsabilidade” além do Medium que intermedia tecnicamente o falante e o ouvinte.

As relações sociais também são o foco do autor. Relações políticas e ideológicas que não podiam ter oposição a atual situação do país.

O Monopólio da Fala Livro

Desde sempre todas as informações, e qualquer outro tipo de conteúdo televisivo, tiveram fundamento político (poder de estado). Deve-se agradar a população sem deixar de informar os acontecimentos diários mesmo que de forma rápida e sem intenção, afinal, “uma imagem vale mais que mil palavras” (trecho retirado do livro).

Os jornais tendem a ser televisão do ponto de vista mercadológico. Tudo é interesse político e de mercado, levar conhecimento é o que menos interessa já que o manipulador também é manipulado. Não se tem liberdade na TV, é artifício técnico, simulação e objetividade da informação. A intenção é formar alienados, não pensantes já que o pior inimigo para o governo seria uma sociedade que questionasse e tivesse alto grau intelectual.

Por Gabriela Peres

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Gabriela Peres
Estuda jornalismo pela universidade paulista UNIP em Campinas. Sempre teve a certeza de que jornalismo era a “sua profissão”. Crítica, exigente e sem papas na língua, adora escrever sobre assuntos de utilidade pública. Não é fã de repórteres e já negou trabalhos como Assessoria de imprensa de vereadores para não ter de tomar partido. Sabe que falar o que pensa é arriscado, afinal nem todos entendem. Fazer o quê? Pensar é causar. É colunista no Jornal Metropolitano de Campinas, dona do blog Nú e Crú e faz trabalhos como freelancer.
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