InícioMestres ensinamOs jornais escrevem hoje a história do amanhã

Os jornais escrevem hoje a história do amanhã

As histórias estão aqui e ali, bem perto e distantes no mundo. Só é preciso buscá-las apurá-las e contá-las. Publicá-las como são e como foram vistas e ouvidas, da maneira que aconteceram no veículo de comunicação mais precioso que o homem já inventou: o jornal.

Digno de uma credibilidade invejável, houve tempos (e talvez ainda seja assim), que as pessoas só acreditavam nas notícias quando publicadas no jornal. E, se alguém duvidasse, sempre haveria quem, por perto, dissesse categórica e definitivamente: “Isso está no jornal!”. Virava lei. A propósito, no Brasil, as leis só entram em vigor quando publicadas. Seja no jornal oficial, seja nos jornais de grande tiragem e até mesmo nos pequenos jornais que circulam diariamente, semanalmente, quinzenalmente ou até mensalmente nas pequenas cidades.

Lei que tenha sido aprovada, sancionada mas que não tenha sido publicada, não é lei no Brasil. Por aí se vê a importância do velho jornal de tantas guerras e tantas notícias. As notícias também são divulgadas, claro, pelas emissoras de rádio, pelas emissoras de TV, pelas revistas, pela Internet, mas, para ganharem a amplitude que às vezes merecem, têm que ser publicadas no jornal. Tanto é que todos os veículos que divulgam qualquer tipo de informação fazem questão de usar a palavra “jornal” em seu noticiário.

Foto: Pixabay

O jornal impresso possui um charme todo especial. Só ele oferece ao leitor aquela sensação do poder ler a notícia fresquinha, aparentemente impressa na hora, especialmente para aquele leitor que foi à banca adquirir o seu exemplar.

Quando se fala em jornal, vem à mente aquela imagem que o cinema, especialmente aqueles filmes antigos, não se cansaram de mostrar. Enormes rotativas virando, aquele papel ganhando letras, palavras, ilustrações, as páginas passando rapidamente, formando cadernos, formando o jornal, montes de jornais empilhados, amarrados. Alguém vem e os coloca em caminhões e os entrega nas bancas. E as manchetes explodem.

Essas imagens não se apagam da mente das pessoas. Como ficou gravada para sempre também, a celebre expressão: “Parem as rotativas”, frase que antecipava mudanças nas manchetes, diante de acontecimentos mais dramáticos ou mais importantes, capazes de mudar a vida das pessoas.

O jornal, jornal mesmo, impresso, dificilmente perderá a sua força de informação, de convicção, de credibilidade. Que bom seria se os jornais fossem mais lidos. Que bom seria se todos os brasileiros soubessem ler. E lessem mais jornais. E pensassem mais no que os jornais dizem. Que bom se esses jornais fossem guardados e conferidos, de tempos em tempos, para um ajuste e conferência de tudo o que foi dito, escrito e mostrado em fotos e ilustrações. Os jornais são bons porque podem ser guardados. E relidos tempos depois. Eles mostram, quase sempre, que quem disse desdisse. Quem afirmou não confirmou. Quem prometeu não cumpriu.

Obra do dia-a-dia, os jornais escrevem hoje a história do amanhã. Eles são fonte de pesquisa, ponto de partida para quem, amanhã, vai contar a história do hoje e do ontem.

Importante ressaltar que o jornalista que é capaz de escrever bons textos para jornal escreverá, com muito mais facilidade, textos para noticiários de emissoras de rádio, de TV, Internet ou qualquer outro veículo jornalístico. Porque o texto do jornalista “de jornal” é um texto preciso, enxuto, claro, direto, objetivo. Qualidades indispensáveis dos textos utilizados pelo jornalismo de rádio e TV.

Por Edgard de Oliveira Barros

Perfil de Edgard de Oliveira Barros

Edgar de Oliveira Barros

O professor Edgard de Oliveira Barros está há 40 anos no jornalismo, tendo iniciado sua carreira na redação dos Diários e Emissoras Associadas, a maior cadeia de jornais, emissoras de rádio e de televisão que o Brasil já teve.

É bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, foi repórter de jornais Associados, tendo trabalhado também nas extintas rádio Difusora e TV Tupi. No meio do caminho teve a Propaganda e Edgard trabalhou na MPM Propaganda, para depois fundar a sua própria empresa de publicidade, através da qual ganhou vários prêmios.

Durante 10 anos foi diretor de redação do extinto Diário Popular. Deixando o Diário Popular começou a dar aulas na FACOM/UniFIAM no ano de 1986.

Criou o jornal Imprensa Livre na cidade de Atibaia, com circulação regional. Semanário, o jornal passou a diário tendo inclusive implantado seu próprio parque gráfico com modernas rotativas. Trabalhava no mínimo 18 horas por dia e todos os dias. Cansou.

E faltou dinheiro. Parou o jornal e voltou a dar aulas, sua paixão, na FIAM. Publicou três livros de crônicas e um livro-manual de Jornalismo dedicado aos alunos da escola: Quem? Quando? Como? Onde? O quê? Por quê?.

Acompanhe os textos do Professor Edgar publicados na página Mixtura Fina.

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