Quando o repórter se atrapalha, o que fazer?

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Semanalmente, durante a apresentação do Top Five no CQC, o jornalista e apresentador Marcelo Tas recorda que a “televisão ao vivo é coisa do capeta”. A afirmação pode parecer um pouco forte demais para alguns, mas imagine-se nessa situação: você é um repórter de uma emissora qualquer e é enviado para um local com o intuito de produzir uma reportagem. De repente, você é avisado que dentro de instantes entrará ao vivo para falar sobre o caso. Talvez os mais experientes não “tremam na base”, mas com certeza essa informação pode causar um certo desconforto, seja ele causado pelo medo ou mesmo pelas poucas informações levantadas até aquele momento. Enfim, ter sua imagem sendo transmitida ao vivo para milhares de lares brasileiros não é pouca coisa, e os repórteres sabem muito bem disso. Não há como editar, cortar, voltar, é tudo ali, no duro, sem choro nem vela.

Recentemente (no dia 4 de fevereiro de 2014) um colega jornalista da Globo News, entrou ao vivo para dar uma informação sobre a falta de energia que afetou diversas regiões do Rio de Janeiro. Ao listar os locais atingidos pelo incidente, o repórter Marcos Cosme teve que enfrentar, sem êxito, um verdadeiro trava-línguas.

“Pelo menos 600 mil pessoas, clientes, ficaram sem energia em várias regiões do Rio de Janeiro, como Bangu, Campo Grande, Guaratiba, Méier, Jagarepaguá…Jáquaré, perdão. Já, Já…Jaráquapa…perdão, perdão. Jaraquapaguá. Então, vamos seguir aqui com as informações”, disse.

Infelizmente, convivemos com essas dificuldades que podem ser resolvidas, através de treinos e aquecimentos. Conversei sobre isso com o jornalista Wagner Império, que já trabalhou na Band, Globo News e agora é diretor do programa Viaja Brasil, voltado para o turismo. Segundo ele a solução para casos como esse é simples: “utilize um sinônimo de fácil pronúncia, por exemplo: a palavra paralelamente pode ser substituída por ao lado disso ou ao mesmo tempo”, afirmou. “E no caso do repórter que não conseguiu falar Jacarépaguá?”, perguntei. “Fono (fonoaudiólogo) nele!! Ele fala uma só vez. Nas demais vezes, diz bairro da zona oeste do Rio”. Fica a dica.

Por Luiz Felipe Duarte Veloso.

Perfil de Luiz Felipe Duarte Veloso

Luiz Felipe Duarte Veloso

Luiz Felipe tem 20 anos e cursa o quinto semestre de Jornalismo na FIAM/FAAM na cidade de São Paulo, gosta de ler bons livros, frequentar o cinema, teatro e shows de MPB. Há um ano trabalha na área de jornalismo televisivo.

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