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Ricardo Kotscho ensina qual é a essência para se tonar um bom jornalista

O papel social do jornalismo e as perspectivas do livro-reportagem com as novas plataformas digitais. Esses foram os temas abordados na 7ª mesa de debates e entrevistas no II Salão do Jornalista Escritor, no Memorial da América Latina nos dias 6, 7 e 8 de setembro. Voltado para estudantes, o evento contou com a participação de profissionais renomados da área, e teve como encerramento a mesa composta por Mino Carta (Carta Capital), Ricardo Kotscho (Portal R7 / Record News) e Carlos Chaparro (Blog O Xis da Questão).

Tecnologias mudam, princípios permanecem

Segundo o diretor da Carta Capital, além de ter o talento necessário, tanto os repórteres quanto os jornalistas escritores devem narrar obedecendo aos princípios básicos na verdade factual, com ética e constante desenvolvimento do espírito crítico. “Temos que ter consciência do que estamos fazendo. Nós somos a fiscalização do poder”. Mino critica o modelo de imprensa no país e ressalta que é preciso haver mais espaços para debates com os colegas de profissão e o público “o jornalismo é sempre subjetivo. Não há debates nesse país com os donos de mídia, autoridades e a população sobre editoriais como o do O Globo”.

Complementando o colega, Kotscho diz que não existe imparcialidade e com o advento da internet as mídias tradicionais devem rever conceitos para se adaptarem às novas tecnologias de forma a manterem os mesmos princípios “devemos avaliar se aquilo que escrevemos tem credibilidade, o que realmente é importante para impactar a sociedade”.

Da direita para a esquerda: Ricardo Kotscho, Carlos Chaparro e Mino Carta. Foto: Renata Asp
Da direita para a esquerda: Ricardo Kotscho, Carlos Chaparro e Mino Carta. Foto: Renata Asp

Rumos do Impresso

Apesar da crise, Mino acredita que a mídia impressa permanecerá e que a tendência será um jornalismo opinativo e garante que terá uma maior credibilidade. “Ele [ jornalismo impresso] sobreviverá à medida que for mais opinativo, as informações ao longo do dia serão organizadas, de forma a ajudar aos cidadãos a formarem opinião por meio de debates”. Para Kotscho, mesmo com uma maior interação dos leitores com os jornalistas, a internet não muda a forma de se fazer jornalismo e o importante são as histórias, independente das plataformas “as empresas podem estar em crise, mas histórias nunca irão faltar”. Em relação ao livro-reportagem, Ricardo avalia que nas últimas três décadas as editoras possibilitaram um maior espaço para as publicações de livros não-ficção, no entanto, diz que os mais jovens que almejam produzir esses materiais encontrarão dificuldades. “É necessário uma experiência acumulada”, afirmou o jornalista.

Mercado de Trabalho

Aos estudantes e recém-formados presentes, o comentarista da Record News ressaltou que o essencial para ser bom jornalista é sempre ter histórias para contar, ter uma participação ativa em eventos e utilizar as novas plataformas para praticar a escrita antes de ingressar no mercado de trabalho “a gente aprende a escrever na prática. Não esperem o tempo passar para interagir, escrever e participar de eventos”. De acordo com Carta, é necessário saber trabalhar em equipe, ler livros com frequência e ter fluência na língua nativa “aprende-se a escrever lendo. A gente aprende a partir da leitura frequente e preparo com o português”, concluiu.

Por Kelly Mantovani.

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Perfil de Kelly Mantovani

Kelly Mantovani
Pisciana, paulistana da gema e amante de bons livros. Estudante do terceiro semestre de Jornalismo na FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), atua como estagiária em Assessoria de Imprensa na Prefeitura de São Paulo e contribui com muito orgulho sugerindo pautas para a Casa dos Focas.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Os avanços tecnológicos da era digital, apesar de proporcionar facilidade e rapidez à leitura, ao mesmo tempo empurra o leitor ao desinteresse em perscrutar a essência de uma boa matéria, pois ele mal percebe a riqueza do conteúdo exposto, e por outro lado, o profissional que escreve pode incorrer no erro de não passar a credibilidade que um texto bem elaborado, colhido na fonte, traria ao leitor.
    Valeu Renata Asp!

  2. Ola Kelly, estou interessada no curso de jornalismo há anos e pretendo prestar vestibular para jornalismo proximo ano. Li na descrição de sua postagem que você faz jornalismo e gostaria mesmo de dicas e de poder ter contato com alguem que esta na area. Espero que você esteja disponivel para ajudar uma pessoinha aqui HAHAHA se puder me enviar um e-mail ficaria muito feliz. Obrigada
    Paula

    • Olá, Paula!

      Tudo bem? É sempre bom ter o contato com pessoas como você que estão pretendendo iniciar no jornalismo. Se quiser mais dicas ou mesmo o nosso contato é só nos escrever através do email [email protected] ou ainda me encontre no face. Até mais! Emílio Coutinho

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