InícioNotíciasTodo mundo hoje é documentarista, defende o diretor e roteirista Ninho Moraes

Todo mundo hoje é documentarista, defende o diretor e roteirista Ninho Moraes

O jornalista, diretor e roteirista Ninho Moraes participou na manhã da segunda-feira (21/10) da abertura da IV Semana de Comunicação da FAPSP (SECOM FAPSP 2013), oferecendo aos alunos e convidados uma oficina sobre o tema “Documentários: Provocações e Desafios”.

Moraes, que é Mestre em Audiovisual pela ECA/USP e formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Libero, dirigiu inúmeros programas, como “Metrópoles” e “Planeta Cidade” (da TV Cultura) e “Saia Justa” (do canal GNT). Também foi diretor e roteirista dos curtas “Ondas” (1986) e “Branco e Preto” (1986) e diretor do documentário “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!”.

Ninho Moraes iniciou sua exposição comentando que hoje, na área de documentários, há um cenário diferente daquele de quando ele começou. “Todo mundo hoje é documentarista, todos nós documentamos alguma coisa. E isso por conta da facilidade de se registrar imagens por meio de um aparelho celular, por exemplo”, ressaltou.

Ao falar a respeito da trajetória do gênero Documentário, Moraes lembrou que o primeiro registro cinematográfico da história da humanidade foi justamente um documentário, o filme “A Chegada do Trem na Estação” (1895) – dos Irmãos Lumière.

Citando o livro “Introdução ao Documentário”, do inglês Bill Nichols, Moraes explicou que todo filme é um documentário, pois foi inspirado em algum fato ou algo existente.

Ainda citando Nichols, ele disse que existem dois tipos de documentários: o de ficção, “o qual é uma satisfação de desejo”, como uma produção cinematográfica que mostra a visão de alguém do nosso presente de como seria o passado ou o futuro, e o de satisfação social, que é o documentário propriamente dito.

Ainda falando sobre o gênero, ele classificou algumas formas de se fazer o documentário: o documentário poético, que seria um modo mais livre; o expositivo, cuja narrativa é mais clássica, tradicional; o observativo, que apenas registra as imagens sem interferência nas ações (a câmera vai acompanhando os personagens); o participativo, quando há interação com a ação; entre outros.

Durante a palestra, o diretor apresentou trechos de algumas produções, entre elas do documentário “Futuro do Pretérito: Capitalismo Now”.

Nesta obra Moraes direciona um olhar ao “Tropicalismo”, que foi um importante movimento cultural do Brasil nos anos 60, e que defendia que o país podia ter voz própria. Segundo o diretor, a forma utilizada para a construção da narrativa foi a de um show, apresentando músicas do movimento rearranjadas, fazendo um elo entre as entrevistas realizadas para a produção.

Ninho Moraes também comentou a respeito da importância de eventos como a SECOM FAPSP e do contato dos estudantes de Jornalismo com o gênero Documentário. “O Jornalismo tem muito a aprender com o cinema, e o cinema tem muito a aprender com o Jornalismo. Eu espero ter colaborado para isso, para despertar curiosidades”, concluiu.

Texto: Alcindo Silva. Foto: José Ricardo Melo. Ambos são alunos do 6º semestre de Jornalismo (período matutino) na FAPSP.

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