InícioNotícias“A produção independente é o futuro da televisão”, aponta pesquisador da Pró-TV

“A produção independente é o futuro da televisão”, aponta pesquisador da Pró-TV

Na terceira noite (quarta-feira – 23/10) da Semana de Comunicação da FAPSP (SECOM FAPSP 2013), voltada ao curso de Rádio, TV e Internet, os alunos puderam fazer uma reflexão sobre o futuro da televisão brasileira a partir da análise de seu passado e sua atual conjuntura, com a palestra “TV brasileira no século XXI: características e desafios”, proferida pelo pesquisador da Fundação Pró-TV, Elmo Francfort.

Antes de partir para a reflexão, Francfort, que é graduado em Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi e tem uma larga experiência na área (foi roteirista e produtor de diversos programas, como o Todo Seu, da TV Gazeta, produziu o documentário “55 anos de TV” e é autor de livros, como “Rede Manchete: Aconteceu, Virou História”, de 2008), apresentou um histórico da TV dividindo-a em duas partes. A primeira, que vai dos anos de 1950 e 1972, é a fase da TV em preto e branco, que teve como uma das principais características a adaptação de conteúdo e pessoal do rádio para o novo meio e a criação de uma linguagem própria para a televisão. “Para os pioneiros da televisão oriundos do rádio, o novo veículo era assustador”, contou aos alunos.

Já a segunda fase, que vai de 1972 até os dias atuais, representou o amadurecimento das técnicas desenvolvidas para a televisão e o avanço das tecnologias como o surgimento da cor, a segmentação da programação (verificada a partir da década de 80), o surgimento da TV a cabo e a internet.

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Elmo Francfort também destacou o mais recente avanço da televisão: a mudança do sistema analógico para o digital, com a melhoria das condições de imagem e som das transmissões, a convergência cada vez maior das mídias e a multiprogramação.

Na segunda parte da palestra, Francfort se debruçou sobre a questão dos desafios que a televisão deve enfrentar nesse século. “Acredito que, no futuro, a televisão deve voltar ao seu estado primitivo de janela para o mundo, com o auxílio da tecnologia que tem, como podemos perceber, encurtando os limites e as distâncias”, analisou.

Para ele, a principal questão do futuro da TV não são os formatos, mas o conteúdo que será transmitido. “Os formatos vão evoluir naturalmente, eles não deixarão de ser o que essencialmente são hoje, mas e o conteúdo? Essa é nossa maior dúvida”, afirmou.

Ele ainda apontou para o crescimento de uma tendência da TV americana que tem sido importada pela TV brasileira: a produção independente. “Na minha visão, a produção independente é o futuro da televisão”, apontou. “Neste tipo de produção, o investimento é dividido entre a produtora e a emissora, reduzindo os gastos dos veículos de TV”, complementou.

Francfort fechou a palestra falando sobre a importância de resgatar e preservar a memória dos primeiros anos da TV e de seus pioneiros que, com garra, dedicação e criatividade, construíram um veículo de comunicação essencial para a vida do brasileiro.

Por Jessica Tamyres dos Santos, aluna do 6º semestre de Jornalismo (período noturno) na FAPSP.

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