Coisas que uma fonte nunca deveria fazer

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(Foto: Pixabay)
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As fontes são imprescindíveis para o repórter e para a existência da notícia, mas todo jornalista precisa cultivar a santa paciência para lidar com algumas atitudes “fontídicas”, como estas a seguir:

Rir da pauta

Vontade de cavar um túnel quando a fonte dá risada da pauta sem nem apresentar argumentos.

Dizer que a pauta é velha

Nada mais constrangedor do que fonte que ri depois de dizer que o tema da matéria está super batido. Pior ainda quando tentamos explicar que o assunto é recorrente e a pessoa indica outra pauta “mais interessante” que, de fato, é mesmo. Aí fica a sensação: “onde eu deposito meu diploma?”.

Errar o veículo em que o repórter trabalha

Ok, estamos todos sujeitos ao equívoco, mas errar o nome do jornal em que trabalhamos chega a ser um desrespeito, quando não um constrangimento.

Comentar que não entendeu o objetivo da pauta

Você perde um baita tempo explicando aquela pauta complexa sobre a ligação entre inflação e consumo de itens básicos, com a tabela do IPCA e, após a última frase, a fonte diz que não entendeu a razão pela qual ela deve dar entrevista. Resposta dos sonhos: “Porque sim, Zequinha!”.

Dizer que retorna depois

Não. Exceto amigos e familiares (e olhe lá), ninguém que diz que vai ligar depois realmente liga, então: “Por favor, fonte, eu preciso dessas informações agora porque meu deadline é daqui a uma hora e depois ainda tenho outra matéria para produzir, quebra essa vai?”.

Aceitar dar entrevista e não aparecer (ou atender) na hora marcada

Náusea. Essa é a sensação que dá quando marcamos uma entrevista e a fonte simplesmente não atende a porta ou o telefonema. No mínimo, você faz dez ligações seguidas, mas… A fonte desapareceu. No fundo você prefere achar que ocorreu um imprevisto, sequestro, morte, doença, acidente. Mas não, é só uma fonte tratante mesmo.

Anotar o telefone e não atender quando o número aparece na chamada

O celular toca e quase transmite o desespero do repórter, mas a fonte não quer falar com você hoje, nem amanhã, nem depois. O próximo passo? Ela vai bloquear seu número se continuar insistindo.

Não responder no Whatsapp

Mensagem visualizada ou não, quando você se dá conta de que a fonte não quer responder no aplicativo, bate uma tristeza. “Só queria confirmar uma coisinha, seria tão mais rápido por aqui”.

Passar endereço errado

Uma das piores atitudes de uma fonte é passar endereço errado, seja ou não de propósito. Se for proposital, tomara que o repórter não descubra, por outros meios, o endereço certo, porque ele provavelmente irá até a casa só para perguntar porque a pessoa mudou de ideia sobre a entrevista.

Mentir para participar da matéria

Essa certamente é a pior coisa que uma fonte pode fazer. Inventar fatos para integrar a notícia. Em qualquer veículo de comunicação, se a mentira for divulgada, pode acabar com a carreira do jornalista.

Por Andreza Galiego

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Andreza Galiego é jornalista recém-formada à procura do emprego dos sonhos e de uma pós-graduação. Aos 20 e poucos anos, ainda vê a profissão como um meio de mudar o mundo, o próprio e o dos outros. Tem mania de discordar e gosta de pessoas estranhas. Estuda todo tipo de assunto que consegue no período em que está acordada, mas na maioria das vezes faz tudo dormindo mesmo. Escreve também no blog Jornalista sem Pauta. No dia 2 de março de 2013 achou incrível o convite para escrever no Casa das Focas. Agora, um ano depois, não vê a hora de parar. Brincadeira. Está cada vez mais agradecida por fazer parte desse espaço incrível e contribuir para o “descobrimento do jornalismo”.

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