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Como é exercer o jornalismo na África?

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Jornalismo é uma profissão de risco e, muitas vezes, o jornalista acaba por esquecer de si mesmo e da própria família. O acesso às fontes, o sistema político, a falta de meios adequados para o exercício da profissão, perseguições, entre outros fatores, muitas vezes contribuem para o fracasso do jornalismo africano.

Em Angola, após muito esforço, já é visível a mudança de mentalidade por parte do governo e da sociedade civil. Falar de liberdade de imprensa ainda constitui “muito receio e tabu”. Porém, progressos são evidentes. Com a expansão das redes sociais, por exemplo, jornais e rádios privadas, já descrevem e relatam fatos que, há 10 anos, seriam ignorados.

Todavia, ainda há muito a ser desvendado, explorado e divulgado, tais como as áreas de turismo, agricultura, indústria e os setores social e político. Há ausência de oportunidades e fontes aos jornalistas; muitas destas “riquezas” ainda são segredo dos “deuses” por aqui, a inexistência do jornalismo científico é um exemplo.

Muito dessa defasagem provém da falta de formação e de escolas técnicas e institutos superiores de jornalismo ou Comunicação Social. Muitos jornalistas angolanos são formados em outros cursos tais como língua portuguesa, inglês, direito, economia e medicina.

O que chamamos hoje de jornalismo especializado, aqui, infelizmente, ainda não é exercido como tal. Das 18 províncias do país, existem apenas três províncias com cursos de comunicação social e técnicas de comunicação. Nomeadamente, são elas: Luanda, Benguela e a Huíla. E as demais províncias?

A falta de conhecimento teórico, abriga a velha máxima de que “a prática é o critério da verdade”. Infelizmente é assim que vai caminhando o nosso dia-a-dia. Obter informações sem a noção do “ABC do jornalismo” é caminhar como “cegos” na profissão. O que fazer? Precisamos de um guia para nos conduzir.

O país é grande. Por isso, todos são bem-vindos à Angola, especialmente profissionais que possam contribuir para que as novas gerações de jornalistas angolanos tenham a oportunidade de optar pela investigação jornalística ao invés da bajulação.

Por Miguel João

Perfil do autor

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Gilungua Miguel João mora em Lubango, capital da província da Huíla (África) e é recém formado em Comunicação Social no Instituto Politécnica Tundavala (ISPT), na província da Huíla/Angola. Exerce a função de repórter na TV Zimbo há dois anos e na Rádio Comercial do Lubango (Rádio 2000) há nove anos.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Jornalista como Rachel Sheherazade não há!!!!
    O SBT, BAND, RECORD ao até mesmo a GLOBO, não sabem tirar o que há de melhor. Programa de DENÚNCIAS, só denúncias!!!!
    Rachel faz com classe, educação e harmonia.

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